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EUA: Biden pede demissão de Cuomo após acusações de assédio sexual 03 Agosto 2021

Investigação concluiu que o político assediou sexualmente várias mulheres, a maioria funcionárias e ex-funcionárias. Andrew Cuomo nega perentoriamente quaisquer acusações.

EUA: Biden pede demissão de Cuomo após acusações de assédio sexual

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu, esta terça-feira, ao governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que renuncie ao cargo depois de uma investigação, revelada pela procuradoria de Nova Iorque, ter concluído que assediou sexualmente várias mulheres, a maioria funcionárias e ex-funcionárias, entre 2013 e 2020.

"Acho que devia renunciar", disse Biden aos jornalistas numa conferência de imprensa. "Entendo que a legislatura estadual pode decidir pelo ’impeachment’. Mas não tenho a certeza disso", acrescentou segundo a imprensa internacional.

O chefe de Estado junta-se assim ao coro de apelos à sua demissão, que surgiram logo após o anúncio das conclusões, incluindo pela voz do chefe dos democratas na câmara baixa do estado de Nova Iorque, Carl Heastie, que já tinha criticado o governador em torno deste caso.

O relatório de 169 páginas foi concluído após cinco meses de investigação conduzida por dois advogados externos que entrevistaram 179 pessoas, reviram dezenas de milhares de documentos, textos e fotografias e que declararam que a administração Cuomo era um “ambiente de trabalho hostil”, que estava “repleta de medo e intimidação”.

As pessoas entrevistadas incluíram as queixosas, atuais e ex-funcionários, polícias estaduais, funcionários do estado e outros que interagiam regularmente com o governador.

“Essas entrevistas e evidências revelaram um quadro profundamente perturbador, mas claro: o governador Cuomo assediou sexualmente várias mulheres, incluindo funcionárias e ex-funcionárias estaduais, violando legislação federal e estadual”, disse a procuradora-geral, Letitia James, durante a apresentação do relatório.

O governador e os membros da sua equipa terão também adotado "medidas de represálias dirigidas a pelo menos uma funcionária por ter testemunhado".

Andrew Cuomo negou perentoriamente as conclusões. "Antes de tudo, quero que saibam (...) que nunca toquei em ninguém de forma inapropriada ou fiz avanços sexuais inapropriados", reagiu o governador democrata. Durante a sua intervenção, não evocou a possibilidade de demissão, que parece excluir, enquanto diversos colaboradores apelaram para que abandone as funções. Desde março, quando foram divulgadas as primeiras acusações, as tem negado repetidamente.

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