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EUA: Boeing vaza combustível que cai sobre dezenas de alunos no recreio 18 Janeiro 2020

EUA: Boeing vaza combustível que cai sobre dezenas de alunos  no recreio

É, no entanto, grande a comoção na comunidade de Los Angeles No município de Cudahy, com as sete escolas a serem regadas com jatos de fuelóleo, os autarcas estão já no terreno “a exigir que se apurem as responsabilidades”.

Os testemunhos de alunos do quinto e sexto anos da Park Avenue School, uma escola básica a menos de vinte quilómetros do aeroporto de Los Angeles, dão conta do que aconteceu à hora do recreio, na terça-feira.

"Senti a pele a arder, com comichão e pensei que era fumo até que senti o cheiro da gasolina"”, disse Miguel Cervantes do 6º ano, que ficou com queimaduras ligeiras.

Um pouco mais afetado foi Justin Guiti: "Senti que estava a pingar e pensei que era do arco-íris, depois vi que era gasolina”, disse o miúdo do 5º ano, que sofreu queimaduras ligeiras na pele, mas que teve de receber tratamento oftalmológico porque o produto lhe atingiu os olhos.

“Negativo” gera quiproquó

Em declarações à CNN, um inspetor reformado analisou ser estranha a decisão de lançar o combustível a baixa altitude e numa área habitada. O aeroporto de Los Angeles fica perto da costa do Pacífico e teria sido possível fazer a descarga no oceano.

O protocolo indica que o lançamento de combustível deve fazer-se acima dos oito mil pés (2,68 km), por forma a permitir a atomização (evaporação) do combustível e a sua dispersão antes de atingir o solo. Nada disso foi feito.

A inspeção levada a cabo pela FAA, a entidade que controla a aviação federal, aponta que terá havido um erro de comunicação entre o cockpit e a torre de controlo, que segundo o protocolo aeronáutico, devia ter dirigido a operação para libertar combustível.

Os pilotos do voo Los Angles-Shanghai, que acabara de partir do aeroporto e fizera meia-volta ao aperceber-se de um problema técnico, estava em contacto com a torre de controlo.

À pergunta sobre se era preciso libertar combustível, os pilotos terão respondido um “negativo”. Terão entendido mal a pergunta? A brevidade da resposta induziu o controlador aéreo em erro?

A expectativa agora é que a equipa de investigação no terreno possa deslindar o caso.

Boeing… negativo


A Boeing vive horas de desespero, depois da recente sucessão de desastres com largas centenas de vítimas mortais. A incapacidade de resolver os problemas técnicos ligados ao modelo 737 já fez a companhia tombar do seu primeiro lugar, ultrapassado pela europeia Airbus.

A piorar, a publicidade negativa que advém do incidente com o Boeing 777 na terça-feira, 14.

Fontes: AP/CNN/LA Times.

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