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EUA: Democratas exigem divulgação de relatório sem conhecimento prévio de Donald Trump 23 Mar�o 2019

Esta a ser destaque na imprensa mundial que os líderes democratas do Congresso norte-americano exigiram, nesta sexta-feira, a divulgação do relatório do procurador especial Robert Mueller sobre suspeitas de conluio entre a Rússia e a equipa da campanha presidencial de Donald Trump, sem conhecimento prévio deste.

EUA: Democratas exigem divulgação de relatório sem conhecimento prévio de  Donald Trump

"É imperativo que [o secretário da Justiça, Willilam] Barr torne público o relatório completo e forneça os documentos que o sustentam, bem como as suas conclusões, ao Congresso", declarou, em comunicado citado pelo JN-PT, a presidente democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer.

Barr "não deve dar ao Presidente Trump, aos seus advogados ou à sua equipa qualquer indício das conclusões ou das provas do procurador especial Mueller", defenderam, acrescentando: "E a Casa Branca não deve ser autorizada a interferir nas decisões sobre que partes" do relatório devem ser divulgadas.

Segundo a mesma fonte, pouco antes, o ex-presidente da Câmara de Nova Iorque Rudy Giuliani, atual advogado de Trump, fez saber que a equipa de advogados do chefe de Estado norte-americano quer ter acesso ao relatório de Mueller antes de este ser tornado público.

Acrescentou, contudo, que até agora, a equipa jurídica de Trump não recebeu qualquer garantia de que terá acesso prévio ao documento.

O procurador especial norte-americano Robert Mueller concluiu o seu relatório da investigação sobre as suspeitas de conluio entre Moscovo e a direção da campanha presidencial de Donald Trump em 2016 e entregou hoje o documento ao procurador-geral da República, que anunciou entretanto que os membros das comissões judiciais do Congresso poderão receber já este fim de semana as principais conclusões dessa investigação.

"É possível que eu esteja em condições de vos informar das principais conclusões do procurador especial este fim de semana", escreveu Barr numa mensagem de correio eletrónico dirigida aos elementos do Congresso.

Cabe agora ao procurador-geral decidir se torna o documento público na íntegra ou não, segundo a imprensa norte-americana, que cita fontes do Departamento de Justiça.

Ao fim de quase dois anos de uma investigação tentacular que fez cair vários elementos próximos do Presidente dos Estados Unidos, e que muito enervou o inquilino da Casa Branca, o procurador Mueller não recomenda novas acusações formais, noticiou hoje à noite a imprensa norte-americana.

Por seu lado, a Casa Branca já indicou que "não recebeu o relatório do procurador especial e não foi informada do seu conteúdo".

"As próximas etapas são da responsabilidade do secretário da Justiça [Bill] Barr e esperamos que o processo siga o seu curso", acrescentou a porta-voz da Administração Trump, Sarah Sanders.

Antigo diretor do FBI durante as Presidências de George W. Bush (republicano) e Barack Obama (democrata), Robert Mueller foi nomeado em maio de 2017 pelo Departamento de Justiça como "procurador especial" para garantir a independência das investigações sobre a alegada ingerência russa na campanha presidencial de 2016, devido a suspeitas de um acordo entre Moscovo e a equipa de Donald Trump para ajudar a elegê-lo e as suspeitas de obstrução à justiça por parte do magnata do imobiliário.

Mesmo não tendo Robert Mueller encontrado provas de conivência entre Moscovo e a equipa de campanha do candidato presidencial republicano, os analistas pensam que ele poderá acusar Trump de ter tentado obstruir a investigação, devido a pressões verbais que exerceu sobre o então secretário da Justiça, Jeff Sessions, e o seu adjunto, Rod Rosenstein, ou ainda por ter demitido o então diretor da polícia federal (FBI), James Comey, em maio de 2017.

O próprio Trump parecia hoje, numa entrevista à estação televisiva Fox News, esperar ser acusado de obstrução à justiça, não parando de repetir que não houve "conluio" e denunciando, desde há dois anos, que se trata de uma caça às bruxas. C/JN.pt

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