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EUA: Em Chicago, presidente-eleita democrata afroamericana prometeu lutar contra ’a máquina da corrupção’ — Onda imparável de edis ‘afros’: já são 13 em grandes cidades 05 Abril 2019

A presidente-eleita de Chicago Lori Lightfoot, desde esta terça-feira, é não só a primeira do sexo feminino, mas também a primeira negra a governar a terceira maior cidade americana e a primeira ’anti-sistema’. Histórico é também o resultado da primeira-volta, na quinta-feira, 28, com Lori e Toni Preckwinkle a vencerem entre onze candidatos, remetendo pela primeira vez no pleito eleitoral chicaguense a vitória para um novo duelo, o desta 3ªfª, 2.

EUA: Em Chicago, presidente-eleita democrata afroamericana prometeu lutar contra ’a máquina da corrupção’ — Onda imparável de edis ‘afros’: já são 13 em grandes cidades

A vitória desta terça-feira provou que "Chicago é uma cidade onde pouco importa a cor da pele ou a pessoa que tu amas", afirmou Lori Lightfoot, tendo à sua direita o histórico reverendo Jesse Jackson e a adversária derrotada "também democrata e afroamericana".

A esclarecer o sentido do discurso de vitória, a imprensa nacional e internacional destaca o casamento homossexual de Lori "com uma mulher, branca, com quem tem uma filha, de doze anos" (à sua esquerda, na foto central).

Afinal, ideologicamente, tanto Lightfoot, eleita 56ª presidente aos 56 anos, como a candidata derrotada, a septuagenária Toni Preckwinkle, se assumem como democratas. E foi como tal que o eleitorado as mandou para o enfrentamento desta terça-feira, na segunda-volta das eleições autárquicas na cidade do ex-senador Obama e ex-futuro primeiro presidente ‘afro’ dos Estados Unidos.

Mas decisiva terá sido a promessa de Lori de lutar contra ’a máquina da corrupção’, na cidade mais violenta dos Estados Unidos, Chicago. A capital do Illinois, Chicago viu, em pouco mais de quatro décadas, trinta vereadores seus a serem condenados por corrupção.

’A máquina da corrupção’, escreveu a futura quinquagésima-sexta presidente sw Chicago, então advogada nos relatórios que a sua militância de mais de vinte anos produziu, “está não só na polícia, mas na sede da câmara municipal (City Hall), na energia elétrica, na política e nos contratos públicos”.

Ela repetiu essa realidade na campanha, comprometendo-se a continuar a lutar contra ’a máquina da corrupção’, agora como cabeça do governo da cidade. Consegui-lo-á? Veremos.

Plano de desenvolvimento económico é tambem social

Uma das grandes promessas eleitorais de Lori foi, ainda, a de facilitar o acesso ao crédito para os pequenos empreendedores, na cidade geoespacialmente segregada.

O objetivo, voltou ela a enfatizar esta quinta-feira, enquanto se prepara para a tomada de posse em 20 de maio, é eliminar a ideia de que “fica prejudicada a periferia, onde vivem os mais pobres dos nossos concidadãos”, se o poder local “cuida do centro”, a parte da cidade que sedia instituições e “onde se fazem negócios.

Anti-sistema

A advogada, ex-procuradora, é uma estreante em política – como manifesta a soma modesta de 1,2 milhão de dólares (cerca de 100 milhões CVE) que conseguiu angariar para a campanha, contra os cerca de $5 milhões (pouco mais de 450 milhões CVE) de Preckwinkle apoiada por organizações empresariais, sindicais e outras.

Militante anti-sistema, logo, sem atividade política institucionalizada, Lori Lightfoot destacou-se em 2016 ao publicar um relatório sobre a polícia de Chicago — uma instituição que há décadas é apontada como "extremamente discriminatória em termos raciais".

Os 78 por cento com que bateu a vereadora veterana Toni Preckwinkle, também “presidente do Conselho Democrata” da cidade, “alvo duma investigação federal, em curso, por corrupção” têm o significado que não pode dar por despiciendo o facto de que votaram apenas 32 por cento do eleitorado.

Onda imparável de senhoras presidentes

Chicago tornou-se esta terça-feira a décima-terceira grande cidade dos Estados Unidos a ser dirigida por uma mulher.

Um círculo todavia restrito. Tenha-se em conta que estes treze municípios — Washington, a capital, Baltimore, San Francisco, New Orleans ... — são parte de um total de 307 grandes cidades (com mais de cem mil habitantes).
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Fontes: Le Monde/Reuters/Chicago Tribune/Sites das candidaturas/Dw.de/Times of India/Washington Post

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