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EUA: Exibicionista “escolheu a vítima errada” e “acabou no chão, aterrorizadíssimo” — Nota negativa para a cidadania: "Ninguém veio ajudar-me" 31 Julho 2019

“Mostrou-me o que eu não queria ver”, disse a cidadã de 35 anos que deu a devida lição ao exibicionista que na manhã da última quinta-feira em Boston “escolheu a vítima errada” e “acabou no chão, aterrorizadíssimo”, como ela relatou à televisão local.

EUA: Exibicionista “escolheu a vítima errada” e “acabou no chão, aterrorizadíssimo” — Nota negativa para a cidadania:

Aya, assim se chama a cidadã residente em Boston, mãe de dois filhos, viu perturbada a sua caminhada matinal, ao longo da Memorial Drive. As câmaras mostram parte do que aconteceu: um outro jogger passa por ela e ela faz meia-volta a persegui-lo.

O que aconteceu? Ela relatou: “Mostrou-me o que eu não queria ver”. "Passou por mim, expondo o seu ... e tentou roçar-me". Mas o que a fez decidir foi o pensamento: “Ele pode lá mais adiante expor-se a uma menina indefesa”. Entrevistada pela televisão local, WBS-CBS, o tema foi retomado por diários como o ’Jerusalem Post’, o ’Boston Globe’, entre outros.

Só não aplaude Aya quem desconhece o sentimento de impotência de quem alguma vez foi alvo de exibicionismo, sobretudo quando a vítima é criança, adolescente.

O exibicionismo é um crime pelo qual "um indivíduo faz a exposição de órgãos genitais". A motivação tanto pode ser o simples desejo de incomodar outrem como por desvio sexual.

O crime é passível de prisão até um ano, segundo o código penal dos países democráticos.

Alerta da polícia

As autoridades da cidade de Boston, Massachusetts com uma grande comunidade cabo-verdiana, tornaram público o vídeo, na tentativa de obter informação que leve à detenção do indivíduo.

Apesar de Aya ter dominado o homem – “tinha-o segurado contra o chão, ele estava aterrorizado, estava mesmo aterrorizadíssimo” —, ele acabou por conseguir escapar. É que apesar de passarem por eles outros joggers, "quatro ou cinco", ninguém acudiu ao pedido de socorro – “bastava pegar o telefone para chamar a polícia” – enquanto a jogger segurava o agressor.

“Ninguém veio ajudar-me”, depois que “gritei por socorro enquanto o segurava”, lembrou Aya esta quarta-feira, 30, de novo entrevistada depois que a polícia publicitou imagens a pedir colaboração para encontrar o indivíduo, que ainda não foi detido.

Hora má para a solidariedade cidadã. Há anos, esta articulista também se espantou quando ao ser assaltada, com agressão, por um grupo de quatro ou cinco kasubodistas, só um deles não seria menor, as pessoas que passavam, no outro lado da rampa do primeiro liceu da capital cabo-verdiana, ficaram apenas como espectadoras. Ninguém veio em socorro da cidadã, mais vulnerável porque trazia pela mão a filha de quatro anos.

Hora de solidariedade

As cidades vão dominar o século XXI e a solidariedade entre os cidadãos é cada vez mais urgente. Pergunte-se, leitor/a, o que é que está a fazer para a sua cidade, vila, localidade não ser um local des-solidário em que perante o errado se olha para o outro lado. Lá onde, quantas vezes, só se corre para olhar como mirone.

Fontes: Referidas. Foto (da polícia local) mostra o momento em que a mulher surpreendida decide caçar o predador. LS

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