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EUA: Idosa asiática pontapeada na rua — Agressor é ex-condenado por matricídio 04 Abril 2021

O caso teve cobertura mediática como mais um incidente "racista", já que a vítima além de ser pontapeada no corpo e cabeça é insultada verbalmente com alusões à sua etnicidade. Dois dias depois do ataque noticiado pelo ’New York Times’, o agressor foi detido e a polícia revelou que é um condenado em liberdade condicional por ter assassinado em 2002 a própria mãe.

EUA:  Idosa asiática pontapeada na rua — Agressor é ex-condenado por matricídio

Na quarta-feira, dois dias depois do ataque noticiado pelo New York Times — e investigado pela secção de crimes de ódio, da NYPD, a polícia de Nova Iorque —, já se sabe mais sobre o indivíduo condenado à perpétua que está à solta na cidade e põe em causa o sistema de justiça da primeira potência mundial.

O indivíduo agressor, Brandon Elliot, de 38 anos, está em liberdade condicional desde 2019, depois de passar (quase) 17 anos na cadeia, pelo homicídio da própria mãe.

As imagens de videovigilância parecem mostrar a inação de três funcionários dum luxuoso prédio no bairro de Manhattan que assistem, na segunda-feira e minutos antes do meio-dia, à agressão a uma idosa que é pontapeada, cai ao chão e continua a ser agredida na cabeça.

O agressor "afro-americano" perpetrou "o crime de ódio" mesmo em frente à entrada dum prédio numa das áreas mais luxuosas da cidade, como mostram as primeiras imagens divulgadas e nas quais se vê um dos funcionários a fechar a porta.

’Ninguém socorreu’?

As primeiras notícias, com base no comunicado da polícia nova-iorquina, que tratou o caso como o seu 33º "crime de ódio racial anti-asiático" em 2021, relataram que os funcionários foram suspensos enquanto se investigava.

Entretanto, eram dados como funcionários de segurança, o que seria uma agravante por não terem intervindo nem socorrido a vítima, Vima Kari, uma filipina de 65 anos, que ia para a missa do meio-dia. A vítima foi hospitalizada e teve alta no dia seguinte.

Em sentido contrário ao linchamento mediático sobre a alegada inação dos funcionários, na quarta-feira o sindicato informou em comunicado que os referidos trabalhadores não atuam na área de segurança e que "chamaram de imediato a polícia".

O agressor acabou por ser detido no abrigo onde vivia desde que saiu da prisão em 2019. Foi em abril de 2002 que, na sua casa do Bronx, o ainda adolescente matou a mãe com três facadas. Condenado à perpétua, saiu em liberdade condicional com avaliação semanal, a última no dia 25.

Fontes: NYTimes/Washington Examinar/CNN/New York Daily News. Fotos (de captura de ecrã): As primeiras imagens divulgadas davam uma versão dos factos que foi depois retificada com a apresentação do vídeo completo.

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