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EUA, Itália: Sustos com fatura de Covid-19 25 Maio 2021

"Choro porque há 93 anos que respiro o ar que Deus me dá, sem ter de pagar seja o que for. Entretanto por um único dia a respirar pelo ventilador neste hospital tenho de pagar cinco mil euros".

EUA, Itália: Sustos com fatura de Covid-19

A surpresa de sobreviventes de Covid-19, perante a fatura já fez correr muita tinta desde já um ano quando começaram a ser noticiados casos de faturas, em alguns casos totalmente iliquidáveis, com que os sobreviventes da doença do coronavírus se viram confrontados.

"Só agora sei o quanto devo a Deus e nunca Lhe agradeci", remata esse italiano de 93 anos, cujo nome não é revelado. Até pode ser uma parábola esta narrativa que circula nas redes sociais por estes dias, mas isso não lhe retira o caráter de facto exemplar na era pandémica.

Em junho do ano passado foi o New York Times que divulgou o caso de Janet Mendez — que voltou a viver com a mãe após dois meses internada com Covid — a quem o hospital ’Mount Sinai Morningside’, Nova Iorque exigiu de uma assentada 400 mil dólares.

A novaiorquina de 33 anos, que esteve hospitalizada até abri e começou desde então a receber faturas — a primeira de 31 mil dólares (c.2,8 milhões CVE) e a segunda de 400 mil dólares (37 milhões CVE) — decidiu que não tendo como pagar "não vou pagar", como relatou ao diário de Nova Iorque.

Em situação diferente está Michael Flor, residente no Estado de Washington, depois de receber a alta médica acompanhada da fatura hospitalar de 1.122.501 dólares e quatro cêntimos. A fatura veio impressa em 180 páginas, com as discriminações dos atos médicos a que foi submetido durante os sessenta e dois dias de hospitalização (Fatura de Covid-19: "Custou um milhão de euros para salvar a minha vida, mas é claro que foi dinheiro bem gasto. Mas também sei que sou um dos poucos a dizer isso", 15.jun.020).

É até agora o doente que esteve mais tempo hospitalizado por causa da doença do coronavírus. Aos 70 anos e a padecer de outras comorbidades, Michael Flor esteve mais de dois meses internado no Swedish Medical Center, em Seattle.

Agora, e depois de lhe ter sido dada alta, tem uma conta de cem milhões CVE (cem mil contos) por pagar. Mas como ele próprio disse ao Seattle Times —depois de ter estado perto de morrer, até chegou a despedir-se da mulher e dos filhos — teve sorte.

Tem sorte ainda porque está entre os americanos cobertos por um seguro de saúde que lhe garante o pagamento de grande parte da conta, segundo a fonte. Por ser um doente com uma patologia anterior, pode mesmo ficar isento de quaisquer taxas.

Algumas das despesas foram reveladas pelo próprio. A mais alta, perto de 400 mil euros, corresponde à estadia nos cuidados intensivos, onde ficou isolado numa câmara especial durante vários dias. A isso acresce a utilização, durante 29 dias, de um aparelho ventilador, com um custo a rondar os 2.800 dólares diários. As restantes despesas são pela administração de diferentes medicamentos.

Fontes: Referidas. Fotos: Janet Mendez ficou incapacitada depois de longo tempo hospitalizada. Michael Flor teve alta, mas pensou que ia ter um ataque cardíaco ao ver os nove dígitos da nota de despesas do hospital.

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