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EUA: Mortes por opiáceos quadruplicam em 2020, ano de Covid 15 Julho 2021

Noventa e três mil e trezentas e trinta e uma mortes por overdose de opiáceos ocorreram nos Estados Unidos em 2020, em plena epidemia de Covid. Nos anos anteriores, a média tinha rondado as vinte e duas mil mortes. Ou seja, mais que quadruplicou a "epidemia" de overdoses que no ano anterior era de uma morte em cada 24 minutos nos Estados Unidos.

EUA: Mortes por opiáceos quadruplicam em 2020, ano de Covid

Na "América" devastada pela Covid — 34.848.068 infeções e 623.838 hoje —, nem houve tempo para prestar atenção à "epidemia" de opiáceos mortais.

Num ano normal, haveria uma exposição na capital, ou na política ou na económica, a alertar os cidadãos para a devastação de 2020, devido ao abuso de opióides, substâncias como a heroína e a morfina que derivam do ópio.

Esta quinta-feira, a primeira página do New York Times traz este gráfico (foto) estatístico a mostrar que uma overdose mortal acontece, agora, em menos de seis minutos nos Estados Unidos.

Substâncias estupefacientes que matam e não são vendidas por traficantes (drugdealers), mas são aviadas ao balcão das drugstores (parafarmácias) com receita médica numa transação legal.

E em Cabo Verde?

A última referência em Cabo Verde é de 2019 quando a representante do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONU-DC), por ocasião do Dia Mundial contra a Droga (26 de junho), alertou que "drogas medicamentosas", "que são controladas", ou seja, vendidas com receita médica, estão a entrar no mercado ilícito em Cabo Verde.

Que fármacos? Enquanto a oxicodona é mais referida, acima, no caso dos Estados Unidos, em Cabo Verde são o fenantil (fenantyl em inglês) e o tramadol. Todos são opiáceos e tal como a oxicodona, mesmo com uso "restrito e sujeito a receita médica especial", estão no centro da crise dos opiáceos — mais alarmante em toda a América do Norte, talvez por haver mais estudos.

Que dizer do país tão próximo (não, não é o Senegal) onde está à venda até na Internet? Brasil faz a festa. Em agosto (de 2018), com base em busca online denunciava-se que «[o] Brasil faz festival de preços de "Oxycontin" na internet». Só no Brasil — aqui tão perto de nós — e nenhuma referência a "receita médica", nos sites brasileiros. Mas ao limitar a busca a Portugal, surge a advertência de que é de uso proibido, controlado "sob supervisão médica".

«No Brasil, a embalagem de 28 comprimidos tem o preço habitual R$ 281,15, ou seja 6.418$79. Mas em maré de "festival de preços" há fabricantes (como a Giga Farma) e lojas — sob os denominativos "farmácia", "drogaria" — que oferecem descontos de 15% e pagamento em prestações "sem juros"».

«O controlo na União Europeia existe desde há décadas. Só agora começou na América do Norte, ao fim de décadas de consumo sem atenção aos efeitos secundários". E no resto do mundo como vai ser?»

E em Cabo Verde, onde a última referência — sem que tenha havido qualquer apresentação estatística — é de 2019?

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Fontes: Referidas.Fotos (AFP/NYT): A oxicodona é mais referida, acima, nos casos dos Estados Unidos e Canadá, enquanto em Cabo Verde são o fenantil (fenantyl em inglês) e o tramadol. Todos são opiáceos e tal como a oxicodona, mesmo com uso "restrito e sujeito a receita médica especial".

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