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EUA: Perdeu $13 milhões por denunciar funcionária a comer no metro da capital 10 Junho 2019

Natasha Tynes, escritora e quadro do Banco Mundial em Washington, tuìtou a foto de uma funcionária do metro, uniformizada, a comer dentro da carruagem nessa manhã de sexta-feira. "Achava que ninguém podia comer dentro do comboio. Isto é inaceitável”. Seguia-se o apelo para a WATA-Autoridade de Transporte da Área de Washington ‘reagir’. A editora, também reagindo, ’rasgou’ o contrato milionário do seu próximo livro.

EUA: Perdeu $13 milhões por denunciar funcionária a comer no metro da capital

Natasha Tynes, que nem sonhava a repercussão do seu desabafo, obteve a reação da empresa menos de uma hora depois da publicação no Twiter. Agradeciam-lhe ter “apanhado” a prevaricadora e “estar a ajudar” para “garantir que todos os funcionários sejam responsáveis”.

“Muito obrigada pela resposta. Apreciei isso”, finalizou NT após responder ao pedido da WATA para “confirmar a hora, a linha e o destino do comboio”.

A reação do público também foi rápida, com muitos a acusarem Natasha Tynes de estar a pôr o ganha-pão da fotografada em risco. “Todos nos queixamos nos social media, mas ninguém põe uma foto a tentar despedir alguém. O que é que ela fez? Ela estava a tomar o pequeno-almoço”.

"Isto é a vida de uma pessoa. É o seu emprego que V. está a pôr em risco. Ela estava a comer, a tentar viver. Em viagem”.

A autora, que tinha um livro para publicar, acabou por deletar a mensagem. Um amigo disse-lhe “Natasha, o que fizeste foi tão horrível que vais precisar de explicar tudo em várias páginas, um tweet não chega”.

Mais viria em resultado do “desabafo que foi longe demais”, ultrapassando tudo o que ela esperava.

A editora ‘rasgou’ o contrato milionário — treze milhões de dólares (1.263,6 milhões CVE, 1,263 milhão de contos) — para o novo livro da autora premiada.

Atraso de comboio levou funcionária a cometer 1ª infração

A funcionária, motorista de autocarro da WATA, está na empresa há dezoito anos e nessa manhã, estando a deslocar-se em trabalho dum ponto da cidade para outro, o comboio atrasou-se. “Normalmente, ela teria esperado chegar à estação seguinte para tomar o pequeno-almoço. Mas por causa do atraso, ela decidiu não esperar”.

As declarações ao “Washington Post” foram feitas pelo porta-voz da WATA, já que os funcionários estão proibidos de falar com a imprensa, segundo a referida fonte.

“Ela não sabia que tinha sido fotografada. Só soube quando horas depois lhe enviaram o tweet. Ela está muito preocupada e envergonhada por estar assim exposta. Assumiu a total responsabilidade por aquilo que fez”, rematou o porta-voz da WATA.
Fontes: Washington Post/NBC/ Foto: Estação Union em Washington-DC. LS

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