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EUA: ’QAnon Shaman’ condenado a 41 meses pela invasão de 6 de janeiro 18 Novembro 2021

Jacob Chansley, o ’QAnon Shaman’, esteve entre os primeiros a invadir o edifício sede da democracia após o comício em que Donald Trump incentivou os apoiantes a "agirem". Dez meses decorridos, ouviu esta quarta 17, a sentença que o condena a três anos e cinco meses de cadeia.

EUA: ’QAnon Shaman’ condenado a 41 meses pela invasão de 6 de janeiro

Dez meses depois, o homem de rosto pintado e cornos a despontar do barrete de pele ouviu a sentença. Vai ter de cumprir três anos e cinco meses de prisão pela sua participação nos motins do "6 de janeiro" que chocaram o país e o mundo.

Jake Angeli ou Jacob Anthony Chansley, ou ’QAnon Shaman’, de 34 anos tinha respondido ao incitamento feito nessa manhã de quarta-feira, 06-01-2021, aos seus apoiantes pelo iminente ex-presidente dos Estados Unidos.

’QAnon Shaman’ seguiu à letra o que Donald Trump afirmara "Vamos ao Capitólio para dar força aos republicanos nesta eleição", "ainda vamos vencê-la".

Agora é um dos invasores do Capitólio mais pensalizados pela justiça que o condenou a cuumprir a pena de três anos e cinco meses de cadeia.

Origem de QAnon

QAnon, um movimento que está a ser investigado devido às suspeitas de terrorismo e sobre o qual ainda não há consenso se é causa ou se é consequência da estratégia posta em marcha por Steve Bannon na campanha de Trump.

Mas é consensual que a insidiosa intervenção russa contribuiu para o nascimento da "teoria" QAnon no ano seguinte.

Na origem do nome, segundo estudiosos de culturas digitais, está um autodenominado Q, em luta para derrubar o "Estado profundo" constituído por uma organização de altos funcionários do governo envolvidos em redes de pedofilia que buscam estabelecer uma "nova ordem mundial".

Apenas o presidente Donald Trump pode frustrar esse plano, defendeu o misterioso QAnon no seguimento do Pizzagate, um boato surgido em 2016 de que uma pizzaria na capital, Washington DC, estava a ser usada como esconderijo para uma elite democrata pedófila.

O Pizzagate foi o primeiro sinal para uma nova forma de influenciar a opinião pública, e logo depois aparece em cena o misterioso QAnon que tem o apoio de Marjorie Taylor-Greene. Ela afirmou, em várias intervenções desde 2017, que «Q é um patriota". Uma apologia abertamente declarada por esta apoiante incondicional de Trump que nunca produziu qualquer desmentido e aparece nos palcos da Geórgia a apoiar a candidatura de MTG.

Segundo Tristan Mendès-France, que leciona culturas digitais na Universidade de Paris, o QAnon "é uma esponja para as teorias da conspiração... e as diferentes teorias alimentam-se mutuamente. Tudo é aceitável, desde mitologias antissemitas, 5G, máscaras (anti-coronavírus), ficção científica...".

Fontes: The Hill/Washington Post/NY Times/

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