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EUA: Quádruplo homicida de família na Flórida esteve no Afeganistão — Filha de 11 anos atingida com 7 tiros sobrevive 06 Setembro 2021

Madrugada de domingo na Flórida, o herói que lutou pela América no Iraque e Afeganistão entra em casa alheia uniformizado "de atirador de elite" e dispara dezenas de vezes. Atira a matar sobre a mãe, de 33 anos, com o bebé de três meses ao colo, a filha de onze anos (que sobreviveu), o pai de 40 anos, na primeira casa, e a avó de 62 anos, na casa anexa. O homicida, Bryan Riley de 33 anos, ex-militar e que desde há quatro anos trabalhava como segurança, não os conhecia. Segundo fonte da polícia local, o ex-marine entrou na casa aleatoriamente e "terá disparado mais de uma centena de vezes" até que a polícia o feriu e prendeu.

EUA: Quádruplo homicida de família na Flórida esteve no Afeganistão — Filha de 11 anos atingida com 7 tiros sobrevive

O chefe Judd relatou que, às quatro e meia da madrugada de domingo, um oficial em missão a cerca de 3,5 km desse bairro de Lakeland alertou que ouvira dois disparos de uma espingarda automática. Minutos depois, os polícias entraram na propriedade e viram uma viatura em chamas.

O New York Times refere uma fonte da polícia: «Entrámos, a menina olhou-me e disse-me ’Há três pessoas mortas aqui em casa’». Ela tinha sete feridas de balas e levaram-na ao hospital de Tampa, a uns 20 km dali. "Isso salvou-a", disse o chefe Judd na segunda-feira.

Outra fonte da polícia informou que, além das quatro vítimas mortais e da menina atingida sete vezes mas que sobreviveu, também o cão da família foi morto pelo homicida. Ele ao ser abordado confessou estar sob o efeito de metanfetaminas.

No hospital onde foi tratado da ferida resultante da troca de tiros com a polícia, o homicida identificado como Bryan Riley de 33 anos— ex-militar que serviu nos Marines quatro anos e saiu com uma folha impecável, antes de voltar a servir mais três como reserva — tentou tirar a arma ao polícia que o vigiava. "Só foi dominado através de sedação", referiu no domingo o chefe Judd do Polk County Sheriff’s Office.

Na véspera: ’Deus mandou-me’

Sábado, às 19H30, segundo o chefe Judd, tinham respondido à chamada duma residente de Lakeland —o bairro residencial que nove horas depois ia ser o lugar do serial-homicídio.

"Ela disse-nos que tinha acabado de falar com um homem que lhe disse ’Deus mandou-me vir falar com uma das filhas da sra’. Ela estava muito assustada".

Seis minutos depois, o polícia destacado para a casa já não encontrou o indivíduo que, segundo a assustada residente, estava dentro dum veículo. A investigação da polícia veio a apurar que a matrícula do veículo corresponde a uma viatura oficial da Marine Corps Florida.

O chefe Judd relatou que após a detenção de Riley, este depusera que estivera nesse bairro, a 45 km da sua casa em Brandon, "enviado por Deus" para salvar uma mulher que ia tirar a própria vida. Ninguém com esse nome, que Riley deu à polícia, foi encontrado.

Também a referência a ser "enviado por Deus" aparece no depoimento da namorada de Riley segundo o chefe Judd disse à imprensa na segunda-feira, 6.

Segundo Judd, a namorada — que vivia há quatro anos com ele, desde que ele começara a trabalhar em segurança, depois de ter estado até 2008 no Iraque e a seguir no Afeganistão — disse aos investigadores que "Riley chegou" de um retiro da igreja onde era segurança "a dizer que Deus tinha falado com ele e que ele agora pode falar com Deus". Durante semanas "andou insone e armazenava coisas para ajudar os sobreviventes do Ida".

"Riley disse que Deus lhe deu a missão de ajudar os sobreviventes do furacão Ida". Até "comprou mil dólares de charutos para lhes oferecer", disse a namorada citada pelo chefe Judd.

Pronto para a guerra? "O cobarde rendeu-se"

"Vimos um indivíduo todo uniformizado, como um atirador de elite". "Via-se que estava ’pronto para a guerra’. Vimos que ele estava mesmo disposto a atirar", relatou à imprensa o chefe Judd.

"Mas quando ficou ferido, pôs as mãos no ar e rendeu-se covardemente. Só tenho pena que ele tenha levantado os braços ... É fácil a um cobarde armado matar inocentes, crianças, bebés, pessoas a meio da noite que estão desarmadas".

"Se ele estivesse com a arma na mão, íamos atirar e estaria aqui a contar uma história diferente", confessou o chefe Judd citado pelo New York Times.

Fontes: Washington Post/AP/New York Times/Seattle Times. Foto da detenção do homicida.

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