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EUA: Trump ameaça mandar tropa para controlar os protestos — É oficial a causa de morte: "Homicídio por asfixia" 02 Junho 2020

"Não vou combater a violência com soldados nas ruas", "Não aceito que o presidente use as suas prerrogativas para esconder os erros no exercício do cargo": são deste teor as reações de governadores estaduais à ameaça do presidente dos Estados Unidos que anunciou ontem (2ªfª, 1) o envio de militares para controlar os protestos que estão a degenerar em destruição de viaturas, edifícios, agressões, pilhagens de estabelecimentos comerciais. Cinco pessoas morreram em protestos ao longo da semana motivados pelo homicídio de George Floyd numa interpelação policial em Minneapolis.

EUA: Trump ameaça mandar tropa para controlar os protestos — É oficial  a causa de morte:

O New York Times publicou ontem o áudio do encontro desse mesmo dia em que o presidente Trump exige aos governadores que acabem com os protestos. Senão, ameaça, dará a ordem executiva que enviará forças federais para controlar os protestos — que diz serem organizados por "terroristas".

No mesmo dia (2ªfª, 1), democratas e republicanos condenaram a intervenção musculada do presidente — que enviou polícias com gás pimenta e balas de borracha. Da ala democrata, a líder Nancy Pelosi e o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo.

Ontem diante de mais de cem milhões de espectadores, o mais conhecido apoiante de Trump na esfera televisiva, apontou-lhe o dedo: "A América incendiou-se este fim de semana. Quem de direito nada fez pela América, por nós", disse Tucker Carlson no seu programa da Fox News.

O governador do Estado de Washington e a governadora do Oregon estão entre os que denunciam as novas ordens de Trump como parte da campanha visando a sua reeleição em novembro.

É a mesma retórica de há quatro anos sobre manter a ordem e a segurança dos americanos, denunciam os críticos.

Recolher às 20 horas em algumas das 140 cidades

Quarenta cidades impuseram o recolher obrigatório desde ontem (2fª).

O presidente da "cidade que nunca dorme" justificou com "a prioridade (que) é a segurança dos cidadãos" o facto de prolongar o recolher obrigatório em Nova Iorque, a começar às 20 horas.

"Estes protestos têm força e significado", disse Bill de Blasio. "Mas estamos a ver grupos a desviá-los para a violência e destruição de bens".

A própria filha de Bill de Blasio esteve entre os manifestantes detidos no fim de semana em Nova Iorque.


Já é oficial: Homicídio por asfixia. "Já sabíamos", dizem familiares de Floyd

A onde de protestos parece ter resultado já num primeiro passo em direção à justiça. Depois de uma primeira autópsia que concluía não ter havido "asfixia" na morte de George Floyd, ontem (2ªfª) foi divulgada a conclusão da segunda autópsia.

Os familiares de Floyd querem agora ver o responsável, o agente da polícia de Minneapolis, Derek Chauvin a responder criminalmente de acordo com essa nova informação médico-legal. O agente foi detido por "homicídio em terceiro grau", agora a expectativa é que a acusação passe a ser de "homicídio em primeiro grau".

O pai e o irmão do falecido dirigiram hoje palavras de pacificação aos que protestam: "Vamos parar, em nome do George. Vamos parar, em nome da justiça", apelaram.

Fontes: Washington Post/ N Y Times/ USA Today/ABC.au. Fotos: Trump é acusado de gerir mal a onda de protestos —que chegou a 140 cidades do país — de indignados com o homicídio de Floyd, vítima de brutalidade policial. Manifestações na Austrália, entre vários países. Distúrbios, incêndios em dezenas de cidades dos Estados Unidos já causaram cinco mortes e prejuízos de dezenas de milhões de dólares.

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