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EUA: Trump insiste "Estamos a ganhar, vamos vencer esta eleição", diz no 1º comício pós-3 de novembro 06 Dezembro 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ontem (sábado, 5) a apontar que "houve fraude" na vitória de Joe Biden na eleição de 3 de novembro. Perante os seus apoiantes em Valdosta, na Geórgia afirmou: "Estamos a vencer esta eleição [...] ainda vamos vencê-la".

EUA: Trump insiste

Trump no seu primeiro comício pós-eleição voltou a afirmar que ganhou "mais de 74 milhões de votos", o que, segundo ele, é mais do que suficiente para garantir a vitória.

Apesar de a contagem oficial lhe dar 232 contra os 306 votos de Biden, a lei permite ao vencido continuar a contestar a sua derrota, até à próxima semana, três dias antes da votação dos grandes eleitores no dia 14.

Na sexta-feira, 4, véspera do comício, a equipa de Trump anunciou ter entrado com uma moção para anular os resultados da eleição na Geórgia, alegando que havia "dezenas de milhares" de votos "ilegais" documentados no Estado tradicionalmente republicano.


Só 25 republicanos reconhecem vitória de Biden

O Washington Post inquiriu os 249 membros do Partido Republicano no Congresso sobre três questões: quem venceu a eleição presidencial, se apoia ou se se opõe aos esforços de Trump para reclamar a vitória, e se reconhecerá Joe Biden caso garanta a maioria no colégio eleitoral.

90 por cento (222 dos 249 inquiridos) disseram que não têm a certeza sobre o vencedor e dois defendem a vitória de Trump. Vinte e cinco responderam que foi o líder democrata o vencedor.

Também a maioria, 217 dos congressistas republicanos, se abstém de confirmar se vão reconhecer Biden como presidente legítimo dos EUA, caso o democrata obtenha a maioria no colégio eleitoral. Enquanto 30 se manifestam dispostos a aceitar Biden, dois rejeitam reconhecê-lo.

O ainda presidente pronunciou-se no Twitter sobre a sondagem do Washington Post: "25, Guau! Surpreende-me que sejam tantos. Acabamos de iniciar o combate. Por favor, enviem-me a lista dos 25 RINOS [republicanos só de nome]. Leio o menos possível as notícias falsas do Washington Post!", assegurou Trump, em resposta no Twitter a um jornalista do diário publicado na capital norte-americana.

Pressão sobre governador republicano para reverter resultados

Foi em vão que Donald Trump tentou pressionar o governador da Geórgia, Brian Kemp, no sentido de marcar uma sessão legislativa extraordinária, com o objetivo de reverter resultados da eleição presidencial nesse Estado.

Trump também deixou de contar com Doug Collins, o seu "ferrenho aliado", que há três semanas apoiava a tese da fraude quer na derrota republicana na presidencial, quer na sua derrota para o Senado diante da também republicana Kelly Loeffler e do democrata reverendo Raphael Warnock.

O novo posicionamento do "ferrenho aliado de Trump" explica-se: a maioria no Senado está por um fio e a vitória de Kelly Loeffler na eleição especial de 5 de janeiro poderia ser o dividir das águas. Collins aposta, pois, no Senado e apoia a candidata republicana contra o candidato democrata na segunda-volta da eleição senatorial.

Perdido o aliado georgiano que dá a presidencial como perdida, Trump recusa jogar a toalha no Estado nativo de Ray Charles — que em 1960 imortalizou o Georgia On Muy Mind, o hino estadual oficializado em 1979.

Fontes: Washington Post/The Hill/ Twitter. Foto: Melania faz a apresentação de Trump no primeiro comício pós-presidencial, este sábado 5, em Valdosta na Geórgia.

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