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EUA: Urso protegido mata enfermeira a dormir em acampamento oficial — Buscas até aéreas há 4 dias em vão 10 Julho 2021

Três campistas estavam a dormir às quatro da madrugada quando o urso voltou — pouco depois de cerca das três o terem afugentado — e entrou na tenda da californiana Leah Lokan. Arrastada para fora, a enfermeira de 65 anos foi abocanhada até à morte enquanto os colegas usavam um spray anti-urso em vão.

EUA: Urso protegido mata enfermeira a dormir em acampamento oficial — Buscas até aéreas há 4 dias em vão

O ADN do atacante ’ursus arctos horribilis’ (foto ilustrativa) foi recolhido no local do acampamento, com vista à sua efetiva identificação quando for capturado para ser eutanizado. Mas a busca por helicóptero e por meios terrestres, que a ’Montana Fish, Wildlife & Parks’ mantém há quatro dias, continua sem sucesso, segundo a CBS relata esta sexta-feira.

Até esta sexta-feira, 9, o urso-cinzento de espécie protegida continua em fuga.

Os defensores dos ursos-cinzentos — da classe em vias de extinção e, daí, protegidos no Estado de Montana — defendem que "muito raramente" atacam pessoas. Que só o fazem em "situações muito excecionais" como o da mãe-ursa com filhotes.

Mas o urso de 180 quilos que esta terça-feira matou e devorou partes da sua vítima humana, de constituição fraca, parece escapar a essa regra. Também o urso (também Ursus arctos horribilis), que no dia 17 de maio atacou a Amber Kornak de 28 anos (foto em baixo à esqª), na mesma reserva das Montanhas Rochosas.

Amber escapou por um triz ao abraço fatal do urso

Há dois meses, a investigadora — recém-contratada temporária da ’US Fish &Wildlife Service’, em Montana para estudar o ADN dos ursídeos — foi surpreendida com o ataque dum espécime igual ao da foto. Por estar junto duma queda de água, ela não o sentiu aproximar-se.

Amber perdeu segundos preciosos até poder usar o spray anti-urso, mas conseguiu soltar-se do abraço fatal do urso. O spray, parecido com gás-pimenta, fez efeito e o urso fugiu enquanto a jovem se apercebia que estava muito ferida com mordidas na cabeça, pescoço e costas. Em sofrimento, percorreu uns cinco quilómetros até o carro de serviço onde chamou por socorro.

Ferida e com algumas vértebras fraturadas, ficou cinco semanas hospitalizada — com despesas pagas pela ’US Fish & Wildlife Service’. Mas entretanto o seu contrato expirou.

Desde o dia 28, há dez dias que Amber recupera em casa. Agora sem trabalho, logo sem salário, amigos lançaram uma iniciativa crowdfund de 50 mil dólares para a ajudar em despesas correntes.

Em entrevista à CBS, Amber espantou todos: ela está ansiosa por voltar ao seu "trabalho de sonho" que é compreender melhor a espécie de urso que a deixou à beira da morte.

— 

Fontes: BBC/CBS/CNBC. Fotos: A sexagenária Leah Lokan, vítima mortal. Insucesso na busca por helicóptero igual ao das equipas terrestres, que a ’Montana Fish, Wildlife & Parks’ mantém há quatro dias — com o objetivo de matar o animal selvagem, um urso-cinzento de espécie protegida. A investigadora Amber Kornak de 28 anos, na mesma reserva há dois meses, lutou com um urso e levou a melhor.

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