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EUA: “Voltem aos vossos países” de Trump a 4 congressistas democratas quis defender Israel que dispensa e critica ’racismo’ do presidente 17 Julho 2019

Já tem resposta a série de tweets em que Trump — com um "voltem para as vossas terras", entre outras similares expressões — ‘dispara’ contra as congressistas democratas Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib, Ayanna Pressley e Ilhan Omar, a quem acusa de anti-americanismo, antissemitismo. As visadas recusam "dignificar" os “comentários indignos" e renovaram o pedido à chefe do Partido Democrata no Congresso, Nancy Pelosi, pelo ’impeachment’ de Trump, esta segunda-feira, 15, em conferência de imprensa.

EUA: “Voltem aos vossos países” de Trump a 4 congressistas democratas quis defender Israel que dispensa e critica ’racismo’ do presidente

"Voltem para os vossos países falhados e infestados pelo crime", disse Trump às quatro, na foto, todas cidadãs dos Estados Unidos onde três delas nasceram. O presidente dos Estados Unidos, muito ativo no Twiter, elegeu como alvo nas duas últimas semanas “as congressistas da Esquerda Radical”, como ele alcunhou as congressistas , eleitas do Partido Democrata: Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib, Ayanna Pressley (na foto, 1ª e 3ª à esquerda, respetivamente, eleitas do Michigan e Massachusetts) e Ilhan Omar.

A congressista AOC-Alexandria Ocasio-Cortez (na foto, 1ª à direita), nascida no novaiorquino Bronx, reagiu assim ao comentário de Trump: “Ele disse-nos que eu tenho de voltar ao grande Bronx para melhorar o lugar donde eu vim. E é isso mesmo que eu estou aqui a fazer”.

A congressista Ilhan Omar (de lenço muçulmano, na foto) explicou no início da conferência de imprensa que não ia responder nem às “falsas afirmações de Trump” sobre ela ser "comunista e apoiar a Al Qaeda" nem aos seus “comentários que pregam a ideologia da exclusão”.

“Todos devem ter-se apercebido de que esse ‘Voltem para o lugar de onde vieram’ mexe com as nossas comunidades porque não há uma única pessoa dita de cor que em um ou outro momento da sua vida neste país não tenha ouvido isso”.

No entanto, ela prometeu que não iria “dignificar o comentário do presidente Trump” com uma resposta. Isso porque “cada um dos que odeiam ‘o outro’, e seguem a ideologia de exclusão deste presidente, iria saltar de alegria se reagíssemos a isso para nos defendermos”, rematou a congressista do Illinois.


‘Vocês não sentem que os vossos comentários controversos estão a dar pólvora ao presidente Trump?’

“Não são controversos”, reagiu AOC à pergunta do repórter, acrescentando sobre a afirmação de que estarão a empoderar Trump: “Não sinto isso. E penso que o que dizemos, afinal não muda nada. Primeiro, porque ele faz declarações que são evidentemente falsas. Portanto, ora ele cita ora inventa para conseguir o que pretende: este presidente funciona em modo má-fé total, nunca usa de boa-fé”.

Prossegue a congressista eleita por Nova Iorque que o ataque pessoal é a defesa de Trump que não sabe argumentar contra o vazio das suas medidas políticas: “As mentes fracas e líderes fracos puxam o cartão da ’lealdade’ ao país para evitar o debate sobre a sua atuação política".

"Este presidente não consegue argumentar quando lhe dizemos que todos os americanos têm direito a cuidados médicos. Ele não sabe como é que vai argumentar que os cidadãos não merecem receber cuidados de Saúde”, disse AOC.

Ilhan Omar, nascida na Somália e eleita pelo estado do Minnesota, respondeu: “Cada uma das afirmações que fazemos provém do mais entranhado amor por cada habitante deste país , disse Omar. “É parte do mandato que nos trouxe até aqui. Cada cidadão quer ter a certeza de que dentro do Congresso há um seu representante, alguém que luta para lhe garantir cuidados médicos, educação de qualidade, estradas e pontes seguras, acesso a água e ambiente de qualidade ...”

‘Trump volta a usar Israel para atacar Democratas progressistas’


Órgãos de imprensa do Estado de Israel, como o Haaretz, o TOI, Jerusalem Post, criticaram no mesmo dia o ab-“uso que o presidente Trump faz das suas relações privilegiadas com Israel para voltar a atacar os seus adversários políticos”.

Fontes: Washington Post/TOI-Times of Israel/NY Times/AFP/AP/outras referidas.

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