"Não posso respirar" — o desesperado apelo que fez George Floyd, de 46 anos, ao polícia que o apertava pelo pescoço com o joelho — está inscrito em spray nas paredes, há dezenas de viaturas da polícia incineradas, contentores em chamas, edifícios governamentais vandalizados com vidros estilhaçados pelas ruas de largas dezenas de cidades dos Estados Unidos de Minneapolis e Michigan a Detroit, de Los Angeles ao gradeamento da Casa Branca.
Na manhã de domingo, aos sinais da violência de mais uma noite (a quinta desde o início da semana), juntam-se relatos de polícias a responder com gás lacrimogéneo e balas de borracha. Em Minneapolis onde tudo começou na noite da morte de George Floyd, há entre polícias e forças militarizadas onze mil agentes das forças da ordem nas ruas, a maior parte vindos de outros Estados.
Há notícias de várias pessoas mortas em protestos em diversas cidades. Em 22 cidades, perto de duas mil pessoas foram levadas para as esquadras entre quinta-feira e sábado.
Os que estão nas ruas a protestar dizem porquê. "Estamos fartos disto, de polícias sem controlo. São uns selvagens… mataram tantos rapazes", diz Olga Hall, residente na capital americana, em depoimento ao The National Herald.
"Os erros que estão a dizer não são erros. São agressões terroristas contra a população negra", disse ao mesmo órgão de imprensa, a cidadã nova-iorquina Meryl Makielski, outra mulher de meia-idade.
"Protestar é um direito que não pode ser manchado com violência"
Os sacerdotes na primeira missa presencial, ao fim de dois meses de igrejas fechadas, repetiram a ideia com estas e outras palavras semelhantes.
No mesmo sentido, o candidato democrata Joe Biden pronunciou-se no sábado à noite.
Exceção: Corporação policial solidariza-se com protestos pacíficos
Foi no Alaska que os polícias decidiram juntar-se aos que protestavam contra a brutalidade policial.
"Não toleramos o uso de força excessiva, desnecessária", disse o chefe da polícia da cidade de Juneau, no Estado mais a norte, em depoimento ao The Alaska News.
Fontes: CNN/WashingtonPost/NY Times/BBC
Praia














