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Ébola é “urgência sanitária mundial” mas nenhum país deve fechar fronteiras, diz OMS — 1676 mortes desde agosto na RD Congo 19 Julho 2019

É uma medida excecional, a declaração da OMS-Organização Mundial de Saúde esta quarta-feira, 17, após a epidemia de Ébola causar mais de mil e seiscentas mortes desde agosto na República Democrática do Congo, a cerca de 5.500 quilómetros de Cabo Verde. A OMS alerta no entanto que "nenhum país deve fechar as suas fronteiras".

Ébola é “urgência sanitária mundial” mas nenhum país deve fechar fronteiras, diz OMS — 1676 mortes desde agosto na RD Congo

É a segunda pior epidemia de Ébola em mais de quarenta anos, segundo a OMS que calcula que a epidemia de Ébola causou um total de 15 000 mortes desde o seu surgimento, registado em 1976, nas proximidades do rio do mesmo nome na RDC, então Zaire.

O vírus não se transmite por via aérea como a gripe, mas tem uma taxa de letalidade muito elevada: metade das pessoas atingidas morre. Nas epidemias, o vírus é transmitido de pessoa a pessoa através de contacto direto. Uma pessoa sã pode ser contaminada por fluidos corporais como sangue, vomitado e matérias fecais de uma pessoa doente.

O vírus Ébola circula entre os morcegos frutívoros (alimentam-se de frutos), tidos como o hospedeiro natural do vírus mas que não desenvolvem a doença. Outros mamíferos, como os símios, antílopes, porcos-espinhos podem ser afetados pela doença e transmitir o vírus ao ser humano.

Os sintomas surgem após um período de incubação de dois a vinte e um dias (em média, cinco dias). A primeira manifestação é a febre súbita, seguida de intensa fraqueza geral, dores musculares e nas articulações, dores de cabeça e na garganta, e em certos casos hemorragias.

É frequente os sobreviventes apresentarem sequelas como artrite, deficiência visual e auditiva.

Sem vacina, nem remédios

Por enquanto, só há experiências em curso. Uma vacina experimental foi primeiro aplicada durante o severo surto de Ébola que atingiu 29.000 pessoas, das quais morreram mais de onze mil na África Ocidental entre 2013 e 2016.

A experiência que a OMS alargou em 2015 à Guiné-Conacri – que com a Libéria, Serra-Leoa forma o trio de países atingidos em 99 por cento, na pior epidemia de Ébola em mais de quarenta anos — mostrou que a vacina era muito eficaz, mas apenas protegia contra uma das variantes do vírus.

É essa mesma vacina que está a ser aplicada desde o ressurgimento do vírus Ébola na RDC em agosto último. A OMS registou o primeiro surto em 1 de agosto de 2018, na província de Kivu-Norte. Dois novos casos foram registados no Uganda em junho deste ano. De novo, a RDC Congo registou este mês um primeiro surto na cidade de Goma, que é a capital de Kivu-Norte.

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Fontes: Institucionais/Le Monde/Arquivo. Foto (Reuters): Um agente de saúde aplica a uma criança a vacina experimental anti-Ébola, num centro de saúde de Goma, RD Congo, a 17 julho corrente. LS

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