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Economia/Retrospectiva: Câmaras de comércio falam em “ano negativo” por causa dos impactos da covid-19 24 Dezembro 2020

As câmaras de comércio do Barlavento e do Sotavento classificam o ano de 2020 como “mau para a economia”, isso devido aos impactos da pandemia da covi-19 que “parou as empresas, reduzindo para zero as produções”.

Economia/Retrospectiva: Câmaras de comércio falam em “ano negativo” por causa dos impactos da covid-19

Segundo à Inforpress, o presidente da Câmara de Comércio do Sotavento (CCS), Jorge Spencer Lima, considerou que 2020 é um ano que todo o mundo esperava para ser um ano bom, na medida em que vinha na sequência de 2019, em que “as coisas correram bem”.

“Esperávamos uma consolidação da economia, dos empregos, sobretudo. Mas, a partir do mês de Março começaram a sentidos os efeitos da pandemia e começamos a dar marcha para trás. Podemos dizer que o ano 2020 é um ano para esquecer”, completou Jorge Spencer Lima.

O presidente da Câmara de Comércio do Sotavento prosseguiu afirmando ainda que 2020 é “um ano perdido em todos os sectores”, em que a produção “esteve parada vários meses, o consumo diminuiu drasticamente e as empresas viram as suas receitas a caírem de uma forma drástica”.

“Houve uma desconfiança generalizada das pessoas que também teve os seus efeitos negativos na economia, nas empresas e na vida deste País. Tivemos momentos de produção zero, a retoma não aconteceu como se esperava, tem sido lenta, ainda temos muitas empresas, sobretudo as empresas na área do turismo, que continuam fechadas com produção zero. Tem sido uma no muito difícil para Cabo Verde”, acrescentou.

Jorge Spencer Lima afirmou ainda que a” retoma não vai ser fácil”.

“Previmos algumas melhorias a partir do Julho do próximo ano e uma retoma efectiva só em 2023. As empresas muito não vão sobreviver a esta pandemia”, defendeu.

O presidente da Câmara de Comércio do Barlavento (CCB), Jorge Maurício, por seu lado, caracteriza o ano 2020 do ponto de vista económico como “um não ano económico”.

“De facto, a situação ainda continua muito difícil para maior parte das empresas, para o próprio Estado, na arrecadação das receitas fiscais, e para os trabalhadores”, prosseguiu Jorge Maurício, completando que “nenhum orçamento ou plano de actividade de 2019 foi executado em 2020 de forma normal”.

O presidente da Câmara de Comércio do Barlavento indicou ainda que a produtividade desapareceu, o PIB caiu “abruptamente”, o desemprego aumentou, as falências aumentaram e que, de facto, a situação macroeconómica “continua muito difícil”, com muita imprevisibilidade e com um “cenário difícil” para todos os agentes económicos.

“O Governo foi muito assertivo nas medidas, também devido ao alinhamento com os parceiros da concertação social, nomeadamente as câmaras de comércio, foi em tempo útil, mas o estrago é de tal forma que todo o suporte acaba por não ser suficiente”, acrescentou.

Jorge Maurício afirmou ainda que não conseguiu salvar todas as empresas, dar suporte a todos os empregos, minimizar os efeitos no rendimento de todas as famílias, manter a produtividade de todos os agentes económicos e nem manter o mesmo nível de receitas fiscais no País.

“Em resumo fica o agridoce no sentido de saber que as medidas são essas, o lay-off, as moratórias, as ferramentas de linha de crédito, são todas, de facto, assertivas, bem-vindas, mas às vezes nem sempre, a burocracia também dificulta muito. Às vezes, mais do que fazer ou ter as medidas é elas serem eficazes. Nem sempre todas elas foram eficazes ao longo dos tempos. Foram muitos meses”, finalizou.

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