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“Economia de Cabo Verde está a recuperar de uma prolongada desaceleração desde a crise mundial de 2008” – GAO 10 Julho 2018

O Economista do Banco Africano de Desenvolvimento – BAD para Cabo Verde, Yannis Arvanitis, reconheceu, na qualidade de porta-voz do Grupo de Apoio Orçamental – GAO a Cabo Verde, que a economia do país “está a recuperar de uma prolongada desaceleração desde a crise mundial de 2008, com o crescimento real do PIB a alcançar 3,9% em 2017”.

“Economia de Cabo Verde está a recuperar de uma prolongada desaceleração desde a crise mundial de 2008” – GAO

“O aumento da atividade económica foi impulsionado pelos setores da eletricidade e água, indústria, turismo e serviços financeiros. A procura interna também cresceu, de forma consistente, com o aumento do crédito para a economia. Embora os principais indicadores para o primeiro trimestre de 2018 sugiram alguma moderação nas atividades económicas, o crescimento no médio prazo pode beneficiar das condições cíclicas favoráveis na Europa e da aceleração das reformas estruturais de apoio ao investimento privado”, reforçou Yannis Arvanitis, enquanto lia, esta sexta-feira, 06 de junho, o comunicado de imprensa, durante o ato de encerramento da primeira missão do GAO a Cabo Verde.

O especialista do GAO enfatizou ainda que “o défice fiscal se aproximou de 3,1% do PIB em 2017, em linha com o resultado de 2016. No entanto, o montante da dívida pública caiu, pela primeira vez, em dez anos, diminuindo 4,0 pontos percentuais para 126,0 porcento do PIB em 2017. Isto resultou fundamentalmente da valorização da moeda local em relação ao dólar”. Entretanto, alertou que “o país continua com alto risco de sobre-endividamento”. Porém, sublinhou a expectativa que a dívida continue a diminuir no médio prazo, com a retoma do crescimento e a reestruturação das empresas públicas (EP).

O GAO chamou ainda atenção para os elevados riscos de deterioração da economia e apontou: “o abrandamento do crescimento projetado, atrasos na reestruturação das empresas públicas e nas reformas estruturais podem inviabilizar os esforços em curso para fazer face aos desequilíbrios externos e orçamentais e reduzir o peso da dívida. Este cenário poderia ser ainda agravado pelo crescimento mais fraco na Europa, condições financeiras globais mais restritivas e desastres naturais. A resposta do setor privado às reformas em curso e planeadas também será crítica”.

GAO encoraja Governo a continuar com as reformas

Pelo que o Grupo de Apoio Orçamental encorajou o Governo a “complementar as reformas em curso das empresas públicas com medidas para melhorar a gestão do investimento público e a arrecadação de impostos, incluindo a revisão do regime de incentivos fiscais vigente”.

A primeira missão deste ano ao país decorreu de 02 a 06 de julho com foco nos critérios gerais de elegibilidade para o apoio orçamental (incluindo a estabilidade macroeconómica e o contínuo progresso na Gestão das Finanças Públicas (GFP)), a implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) e a implementação de reformas em vários sectores (transporte, segurança, emprego e empregabilidade, água e saneamento e energia).

Fazem parte do GAO o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) - liderança do processo, União Europeia, Luxemburgo, Portugal e do Banco Mundial (BM).

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