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Eficácia baixa de vacinas chinesas 24 Junho 2021

O mesmo ’NY Times’ que em maio titulava que ’Chegou a hora de acreditar na vacina chinesa’ traz hoje, oito semanas depois, o "estudo que revela a baixa eficácia das vacinas chinesas em vários países", onde estão a ocorrer novos surtos de Covid-19 de pessoas vacinadas. A China lançou uma campanha de ’diplomacia das vacinas’ no ano passado, comprometendo-se a fornecer uma injeção segura e eficaz na prevenção de casos graves da doença. Mas o ministro da Saúde alertava em abril que "as vacinas precisam de melhorar", dada a sua "pouca eficácia".

Eficácia baixa de vacinas chinesas

Segundo o diário nova-iorquino, países — Indonésia, Seychelles, Bahrein, Mongólia, Chile — que utilizaram sobretudo vacinas desenvolvidas pela China estão a sofrer novos surtos de Covid-19. A conclusão imediata é que estas têm baixa eficácia contra o coronavírus e novas variantes.

Esses países confiaram em vacinas chinesas de fácil acesso, o que lhes permitiu executar ambiciosos programas de vacinação. Porém, registam agora recordes de novos casos diários.

Há um ano, a eficácia da vacina era ainda desconhecida, mas, à medida que as campanhas de vacinação progrediram em vários países, começou a evidenciar-se a baixa eficácia na prevenção da propagação do vírus. Com o recente surgimento das variantes mais recentes, a situação piorou.

Se as vacinas fossem boas

Entre os dez países com intenso ressurgimento de infeções estão as Seychelles, Chile, Bahrein, Mongólia, onde cerca de dois-terços das respetivas populações foram inoculadas, sobretudo com as vacinas das fabricantes chinesas Sinopharm e Sinovac Biotech.

"Se as vacinas fossem boas o suficiente, não devíamos ter este padrão", disse Jin Dongyan, virologista da Universidade de Hong Kong.

Nos Estados Unidos, cerca de 45% da população está totalmente vacinada, principalmente com doses feitas pela Pfizer-BioNTech e Moderna. Os casos diários caíram 94% em seis meses.

Israel forneceu injeções da Pfizer e tem a segunda maior taxa de vacinação do mundo, depois das Seychelles. O número de novos casos de Covid-19 confirmados diariamente por milhão de habitantes em Israel está agora em cerca de 4,95.

Nas Seychelles, porém, esse número ultrapassa os 716 casos por milhão.

São tais disparidades que podem criar um mundo no qual três tipos de países emergem da pandemia, segundo o diário de Nova Iorque. As nações ricas que usaram os seus recursos para garantir as vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna. Os países mais pobres que estão longe de imunizar a maioria dos cidadãos. E, de seguida, "aqueles que estão totalmente inoculados, mas apenas parcialmente protegidos".


Brasil

Este recente estudo ainda não recebeu reação do Brasil onde a vacina CoronaVac tem sido uma arma de arremesso entre pró e contra Bolsonaro.

Na foto, a vacina em parceria entre a fabricante chinesa Sinovac e o Insituto Butantan.


Cabo Verde
recebeu na noite de sexta-feira, 11, "50 mil doses de vacinas Sinopharm e 51.200 seringas".

A cerimónia de receção oficial, curiosamente, aconteceu cerca da meia-noite com "as presenças do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e do embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaoncong, para além de outras individualidades".

A diversificação de proveniências das várias doações que chegaram a este país pode ser um fator importante. Pode tornar maior a eficácia do programa vacinal em curso neste país-arquipélago e quiçá provar quais são mais eficazes. Contudo, há uma pergunta que terá de ser respondida: se o imunizante da Sinopharm é pouco eficaz qual será o custo humano, quem pagará o eventual erro? Haverá estratos da população mais vulneráveis?

Numa perspetiva mais otimista destaca-se que o país já dispõe, segundo o ministro da Saúde, de mais de 200 mil doses de vacinas. Quantidade que abrange mais de 30 por cento (%) da população elegível para a vacinação anti-Covid.
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Fontes: Business Insider/NY Times/ Foto (Reuters): Mapa da vacinação mundial. Funeral em Kudus, Indonésia, um de vários países com novos surtos de coronavírus apesar das altas taxas de vacinação ligadas sobretudo a duas vacinas — Coronavac (Sinovac) e Sinopharm, de fabrico chinês.

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