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Eleição na CCB contestada: Rafael Vasconcelos impugna processo e denuncia supostos circos de antidemocracia e vícios instalados na organização 09 Setembro 2020

A candidatura de Rafael Vasconcelos à presidência da Câmara de Comércio de Barlavento (CCB) anuncia que vai impugnar o processo eleitoral dos órgãos directivos desta agremiação, por considerar que a sua lista foi alegadamente impedida de concorrer. Raf, que é gestor empresarial e licenciado em Recursos Humanos, fundamenta que foi barrada a participação da «juventude ousada e competente» na disputa em causa, ao mesmo tempo que denuncia «a antidemocracia e vícios instalados» naquela organização representativa da classe comercial com sede na cidade do Mindelo.

Eleição na CCB contestada: Rafael Vasconcelos impugna processo e denuncia supostos circos de antidemocracia e vícios instalados na organização

«Após a concertação feita com os membros da nossa equipa, estou em condições de reafirmar que vamos avançar com a impugnação do processo eleitoral do último fim-de-semana na CCB. Não nos permitiram concorrer e por isso não fomos derrotados», avança Rafael Vasconcelos.

Diante das supostas irregularidades registadas, a mesma fonte sustenta que os órgãos dirigentes e a própria Câmara de Comercio em geral saíram muito mal desse processo, que foi mal conduzido. «O presidente da Mesa da Assembleia Geral e a própria Câmara de Comércio saíram muito mal na fotografia! A nossa equipa considera que não houve eleição mas sim uma nomeação!».

O candidato alegadamente vedado à participação no pleito eleitoral de 05 de Setembro denuncia ainda aquilo que considera ser circos de antidemocrata e vícios instalados na organização. «Apresentamos sim uma campanha inédita e jamais visto na história da CCB! Não nos compactuamos com “circos” de antidemocracia, os vícios e falta de ética instalados na organização que falaram mais alto, optando assim pela via de impedir uma disputa democrática entre duas listas concorrentes. A nossa ação judicial será acompanhada com uma exposição pública, indicando, ponto por ponto, todos os esquemas que impediram o que poderia ser o brilho de uma discuta limpa e democrática entre duas listas».

Rafael Vasconcelos faz questão de realçar que a sua candidatura chumbada representou a classe de trabalho e nova geração da juventude desafiadora, competente e inquieta. «Que fique bem claro que representamos não só A CLASSE DE TRABALHO como também A NOVA GERAÇÃO: a TAL JUVENTUDE DESAFIADORA, COMPETENTE e INQUEITA, que tem todo o direito de concorrer para quaisquer Instituições do País, sem influência DE COR POLÍTICA», conclui, criticando que houve um bloqueio à força da juventude supostamente pelo medo da mudança na CCB.

Entretanto, em entrevista à Radio Nacional, o novo presidente da CCB diz que o processo eleitoral de 05 de Setembro decorreu na normalidade. “A Assembleia-geral electiva foi bem realizada, há procedimentos que a nossa lista cumpriu, nós fizemos um bom trabalho de casa. Nós tínhamos uma equipa coesa, uma equipa muito forte, e a expressão eleitoral também reflecte aquilo que os empresários e os associados desejavam. Portanto, em 227 votantes a nossa lista recebeu 170 votos, ou seja, 74,8%. É expressiva. Os resultados estão à vista e penso que são conclusivas”, admitiu Jorge Maurício. Resta agora esperar pela decisão do tribunal sobre o processo de impugnação do ato que a candidatura chumbada vai concretizar a qualquer momento.

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