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Eleição presidencial americana: Um político da direita patriótica VS. Um político da esquerda convicta 09 Novembro 2020

A eleição presidencial americana de 2020 certamente vai ficar na história como uma eleição em que houve um candidato que fortemente acredita no nacionalismo americano em todos os aspectos e um outro candidato que diz que America precisa de cooperar eficientemente com os países terceiros - principalmente a China e a União Européia. De qualquer forma, esta eleição presidencial revelou-se tensa e decisiva para o futuro daquele país superpower.

Por: António Vieira*

Eleição presidencial americana: Um político da direita patriótica VS. Um político da esquerda convicta

Donald John Trump nasceu no seio duma família milionária em 1946 no bairro de Queens, Cidade de Nova Yorque. O pai dele tinha origens ancestrais alemães, enquanto que a sua mãe tinha nascido na Escócia, Reino Unido, e posteriormente emigrou para os Estados Unidos.

De acordo com a sua auto-biografia—The Art of the Deal (que tive a nobre oportunidade de ler), o 45º presidente dos Estados Unidos desde jovem foi ambicioso no seu percurso empresarial que certamente lhe endureceu muito psicologicamente, como também na sua trajetória política que mais tarde iria traduzir-se na sua eleição à presidência do grande país do Tio Sam.

Em 2016, durante a sua difícil corrida à Casa Branca contra a popular candidata Hillary Clinton, muitos eleitores americanos, os seguidores internacionais e experts da política acreditaram fortemente na vitoria da candidata Hillary Clinton sobre o Donald Trump. Contudo, apesar de Hillary Clinton tivesse conseguido cerca de três milhões de votos a mais do que os de Donald Trump, os grandes eleitores do colégio eleitoral americano (incluindo alguns eleitores democratas) acabaram por dar um sim ao Donald Trump.

O candidato presidencial Joseph Biden nasceu em Scranton, Pensilvânia, em 1942. Foi senador democrata por estado de Delaware entre 1973 e 2008. Entre 2008 e 2016, foi vice-presidente do presidente americano Barack Obama.

Devido à pandemia do Covid-19, cerca de 91 milhões de americanos votaram antecipadamente na eleição presidencial americana em 2020. De facto, mais de 60 milhões enviaram os seus votos ao centro de processamento e contagem de votos via correio, enquanto que mais 30 milhões de votantes exercerem o seu dever cívico (antecipadamente) nas urnas por toda a America.

Com é o costume, os resultados da eleição presidencial, das eleições para a câmara dos representantes e do senado começaram a serem revelados na noite do dia 3 de Novembro, 2020. Ao contrário do que as mídia americanas, sobretudo a grande agência noticiosa CNN, tinham estado a divulgar diariamente, Donald Trump conseguiu (até este domingo) mais de 70 milhões de votos dos americanos que profundamente acreditaram na sua visão e mais uma vez apostaram no seu perfil presidencial.

Nenhum dos candidatos ainda foi oficialmente declarado presidente-eleito. De facto, há relatos de fraudes em que milhares de votos nunca foram entregues ao centro de processamento e contagem de votos pelos carteiros e outros milhares de votos que foram encontrados despejados algures nos estados da Pensilvânia, Geórgia, Nevada, Arizona e Wisconsin cujos votos expressos válidos podem catapultar qualquer um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos.

Caso Joseph Biden seja oficialmente declarado vencedor, os Estados Unidos vão ter um novo presidente visto por milhões dos seus cidadões (principalmente os que votaram em Trump) como fraco no que diz respeito a sua capacidade de revitalizar a economia americana que se encontra afetada negativamente pelas consequências advenientes do Covid-19, fraco na esfera política externa daquele pais e um esquerdista sem um plano exequível para o renascimento americano pós-Covid.
Por outro lado, para milhões de pessoas que votaram em Biden, Trump é egoísta, vingativo, corrupto, mentiroso, irresponsável e destrutivo. Realmente, Trump é o presidente americano que mais foi alvo de criticas infundadas por dentro e fora dos Estados Unidos. Igualmente, o seu impeachment que originou na casa dos representantes— que é controlada pelos democratas não resultou no seu expulso da presidência americana.

A eleição presidencial americana de 2020 certamente vai ficar na história como uma eleição em que houve um candidato que fortemente acredita no nacionalismo americano em todos os aspectos e um outro candidato que diz que America precisa de cooperar eficientemente com os países terceiros - principalmente a China e a União Européia. De qualquer forma, esta eleição presidencial revelou-se tensa e decisiva para o futuro daquele país superpower.
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* Professor e investigador

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