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Eleições Europeias: Partido Socialista sai vitorioso em Portugal, extrema-direita impõe-se na Itália e vence em França 27 Maio 2019

As eleições Europeias deste domingo culminou com a vitória do Partido Socialista em Portugal e a extrema-direita a impor-se na Itália e vencer em França. Conforme os resultados provisórios, o Partido Popular Europeu será - sem conseguir a maioria absoluta - a força política mais representativa na próxima Assembleia Europeia com 178 assentos, de um total de 751 deputados.

Eleições Europeias: Partido Socialista sai vitorioso em Portugal, extrema-direita impõe-se na Itália e vence em França

Com o fecho das da urnas das eleições europeias este domingo, 26, acompanhe aqui no Asemanaonlie os números, as reações e análises fundamentais para perceber o futuro da Europa.

Elementos-chave

Eis alguns elementos-chave destas eleições, segundo a Euronews:

PORTUGAL: Projeção da RTP/Universidade Católica Portuguesa dá a vitória ao Partido Socialista, com uma estimativa de 30 a 34%, seguido de PSD, que terá entre 20 e 24%, BE (12-9%), CDU (9-7%), CDS (7-5%) e PAN-Pessoas, animais, Natureza (4-6%).

Abstenção em Portugal pode atingir o valor mais alto de sempre. As estimativas da Universidade Católica Portuguesa apontam para valores entre os 65 e os 70 por cento.

Extrema-direita vence eleições europeias em França. A União Nacional, de Marine Le Pen, terá somado cerca de 24%, superando o En Marche, do presidente Emmanuel Macron, com 22,5%. A mesma situação teve lugar em Itália, com a extrema-direita da Liga, de Matteo Salvini, a ser o partido mais votado.

No Reino Unido foi o recém-criado Partido Brexit, de Nigel Farage, a ganhar o sufrágio, à frente do Partido Trabalhista, dos Liberais e dos Conservadores, relegados para o quarto lugar.

Verdes’ são um dos vencedores da noite a nível europeu, registando um crescimento assinalável em vários países e garantindo - mesmo com resultados ainda provisórios, uma subida do número de eurodeputados no Parlamento Europeu.

Síntese e novo Parlamento Europeu

O Partido Popular Europeu será a força política mais representativa na próxima Assembleia Europeia, com 178 assentos, de acordo com os resultados provisórios do Parlamento Europeu. Apesar dessa vitória, a perda de 39 lugares no hemiciclo deixa um ’sabor amargo’ ao maior grupo das duas últimas décadas em Estrasburgo.

A queda afetou também os socialistas europeus, que terão 152 eurodeputados, menos 35 que no final da legislatura atual. Isto significa que as duas maiores famílias do PE juntas não chegam à maioria e demonstram uma recomposição das forças políticas no Parlamento Europeu.

Segundo a projeção, baseada em resultados oficiais e provisórios em 22 países e em estimativas nos restantes seis, a Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE) torna-se, de forma destacada, na terceira força política no PE, com 108 eurodeputados, um crescimento de 40 eurodeputados, enquanto os Verdes europeus ganham 15 assentos, para ser o quarto grupo político, com um total de 67 representantes.

Resultados por País

FRANÇA: O partido de extrema-direita União Nacional, de Marine Le Pen, vence as eleições europeias na França, segundo as primeiras projeções, superando o En Marche, do presidente Emmanuel Macron.

ITÁLIA: A extrema-direita da Liga, liderada pelo nacionalista e anti-imigração Matteo Salvini, terá vencido as eleições, dizem as sondagens à boca das urnas.

ESPANHA: O PSOE ganha o sufrágio à frente do PP e o partido de extrema-direita Vox entra no Parlamento Europeu com quatro assentos, de acordo com as pesquisas à boca das urnas.

ÁUSTRIA: O Partido Popular, do chanceler austríaco, Sebastian Kurz, consegue o triunfo, apesar do escândalo do parceiro de coligação, a FPO, que o leva a responder esta segunda-feira a uma moção de censura na segunda-feira.

PORTUGAL: Com uma votação entre os 30 e 34%, o Partido Socialista, liderado pelo primeiro-ministro António Costa, ganhou as eleições, de acordo com o estudo da Universidade Católica Portuguesa para a RTP. De realçar ainda a muito provável eleição de um eurodeputado pelo PAN, reforçando assim a "tendência verde" da noite europeia.

CHIPRE: O partido atualmente no governo, os conservadores do DISY, emerge como vencedor das eleições europeias.

ALEMANHA: A coligação CDU/CSU, da chanceler alemã, Angela Merkel, manteve-se como primeira força nas eleições europeias, mas com uma queda de votos digna de registo, tal como deve ser destacada a ascensão clara dos Verdes.

GRÉCIA: O partido conservador Nova Democracia derrotou o partido de esquerda do Syriza, do primeiro-ministro Alexis Tsipras (Vai haver eleições gerias antecipadas).

POLÓNIA: Os nacionalistas conservadores do Partido Lei e Justiça terão alcançado a vitória, com pelo menos 42% dos votos.

BÉLGICA: Nacionalistas flamengos do N-VA permanecem como o maior partido nas eleições parlamentares e regionais na Bélgica.

SUÉCIA: Os social-democratas suecos (S-S & D) voltaram a ganhar a maioria dos votos, com cerca de 25%, tendo liderado todas as eleições para o Parlamento Europeu desde a adesão à UE em 1995.

CROÁCIA: Os conservadores da União Democrática Croata (HDZ), membro do Partido Popular Europeu, terá vencido as eleições europeias com 23,5% dos votos, segundo as projeções.

FINLÂNDIA: A formação de centro-direita Kok venceu o sufrágio, com 20,8%, à frente dos Verdes (16%) e dos sociais democratas (14,6%).

ROMÉNIA: Os primeiros números apontaram para um empate a 25,7% entre PSD e PNL, seguidos de perto pelos liberais do partido A2020, com 23,8%.

MALTA: Partido Trabalhista, de Joseph Muscat, vence eleições e garante quatro dos seis assentos do país no parlamento europeu, com o Partido Nacionalista a assegurar os restantes dois lugares em Estrasburgo.

REINO UNIDO: Já com mais de 60 por cento dos votos contados, confirma-se a anunciada queda de Trabalhistas e Conservadores neste sufrágio, sendo apenas o terceiro e quarto partidos mais votados. A preferência dos eleitores concentrou-se no Partido Brexit, de Nigel Farage, e nos Liberais, que somam cerca de 20% e afirmam-se como segunda força política nesta eleição.

DINAMARCA: Números finais confirmam supremacia dos liberais democratas do Venstre (V), que elegem quatro eurodeputados, enquanto o Partido Social Democrata (A) consegue três assentos no Parlamento Europeu.

HOLANDA: O primeiro país a avançar para o sufrágio europeu registou a vitória do Partido Trabalhista holandês, com o maior número de eurodeputados quando já estavam contados 98% dos votos.

HUNGRIA: Resultados provisórios oficiais confirmam vitória inequívoca do Fidesz, de Viktor Orbán, com 52,1%, ligeiramente abaixo dos 56% que apontavam as primeiras projeções à boca das urnas.

LETÓNIA: Segundo os resultados preliminares, o centro-direita da Nova Unidade (JV) conquistou a preferência da maioria dos votantes, com 26%, derrotando os sociais democratas do Harmonia (SDPS), que terão tido 17,5%.

ESLOVÉNIA: Com todos os votos praticamente contados, o centro-direita do SDS saiu ganhador deste ato eleitoral, com 26,43%, quase oito pontos percentuais a mais do que os sociais democratas do SD (18,64%).

Estes são resultados parciais e provisórios das eleições europeias deste domingo,26, segundo a Euronews e outros órgãos da imprensa europeia.

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