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Guiné-Bissau: Eleições decorrem na normalidade, candidatos apelam ao voto 25 Novembro 2019

Mais de 760 mil eleitores são este domingo, 24, chamados a votar nas eleições presidenciais na Guiné-Bissau para escolherem, entre 12 candidatos, quem irá suceder a José Mário Vaz, que se recandidata ao cargo. Os concorrentes apelam ao voto e a comissão eleitoral faz um balanço positivo do processo, cujos resultados globais provisórios serão conhecidos nas proximas horas depois do encerramento das votações às 18 horas locais (17H00 de Cabo Verde).

Guiné-Bissau: Eleições decorrem na normalidade, candidatos apelam ao voto

Na sua primeira avaliação, a porta-voz da CNE, Felisberta Vaz, garantiu que o processo de votação estava decorrer com normalidade e que apenas se registou um problema com a tinta indelével, que já foi ultrapassado.

Sabe-se através do MM, que em Portugal, a votação para as eleições presidenciais na Guiné-Bissau decorria a meio do dia deste domingo, sem registo de problemas na região de Lisboa, com Amadora a registar a maior afluência, segundo os responsáveis eleitorais. "A mesa com maior afluência é a mesa da Amadora. Percorremos as mesas da região de Lisboa e logo de manhã havia cento e tal pessoas para votar", disse Mário Silva, responsável consular.

Domingos Simão Pereira espera virar da página e estabilidade

Segundo o correspondente do DW-África, em Bissau, Iancuba Dansó, Domingos Simões Pereira, candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), votou perto da sua residência em Bissau, no bairro de Luanda.

O candidato presidencial asseverou que as eleições devem servir para virar a página para a Guiné-Bissau encontrar estabilidade. "Que estas eleições sirvam para um virar da página, que a Guiné-Bissau encontre a normalidade constitucional e a partir dessa normalidade constitucional possa construir a paz, a estabilidade e o desenvolvimento", afirmou.

Domingos Simões Pereira apelou também aos guineenses para exercerem o seu direito de voto e a sua obrigação cívica. Quando questionado sobre uma eventual segunda volta, Simões Pereira disse que vai aguardar pelos resultados da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e, caso haja uma segunda volta, estará pronto para enfrentá-la.

Nuno Nabiam apela voto com civismo

Conforme a mesma fonte, o candidato apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS) e Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Nabiam apelou aos guineenses para votarem, porque só os votos elegem o futuro Presidente. "Acabei de votar em Bissorã, apelo à calma em todo o país e para que as pessoas votem, porque só com o veredicto das urnas podemos eleger o Presidente", afirmou Nuno Nabiam, contactado pela Lusa, via telefone.

O candidato, que é também vice-presidente do parlamento do país, votou em Bissorã, a cerca de 74 quilómetros a norte de Bissau. "O país encontra-se numa situação difícil e só com os votos podemos resolver os problemas da Guiné-Bissau e criar um clima de paz e estabilidade. O Presidente tem de ser votado pelo povo e é o veredicto das urnas que nós queremos", garantiu Nuno Nabian, acrescentando que a sua candidatura está tranquila e a esperar o resultado do escrutínio.

Umaro Sissoco Embaló contra boato

Ja o candidato às presidenciais do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Umaro Sissoco Embaló, pediu aos guineenses para irem votar e "deixarem os boatos", salientando que espera que tudo continue a correr bem.

Umaro Sissoco Embaló votou em Gabu, no nordeste do país, a cerca de 200 quilómetros de Bissau, onde está recenseado e nas eleições legislativas de 10 de Março, foi eleito deputado, mas regressou à capital guineense onde fez declarações aos jornalistas.

Presidente cessante compromete-se aceitar os resultados

Entretanto, o Presidente cessante da Guiné e recandidato ao cargo, José Mário Vaz, comprometeu-se a aceitar os resultados das eleições presidenciais deste domingo, 24, referindo que "só os não-democratas" não aceitariam o veredito popular.

Em declarações aos jornalistas após ter votado, numa seção de voto instalada junto à União Desportiva Internacional da Guiné-Bissau (UDIB), na Avenida Amílcar Cabral, o chefe de Estado cessante referiu que aceitou os resultados de 2014, quando foi eleito e que agora vai continuar a aceitar.

"O poder não é de José Mário Vaz, é do povo e o povo é soberano, é quem decide sobre o seu próprio destino", disse, acrescentando que aquilo que for a decisão do povo só os não-democratas é que não aceitariam. "Eu aceitei em 2014 e com certeza que continuarei a aceitar", reforçou.

Carlos Gomes Júnior confiante na vitória

Conforme escreve a Agência Lusa, o candidato independente às eleições presidências da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior mostra ser confiante na vitória, depois de exercer o seu direito de voto no centro da capital guineense, Bissau.

"Estou confiante na vitória para tirar o país da situação de miséria que está", disse aos jornalistas Cadogo, nome pelo qual é conhecido o antigo primeiro-ministro guineense, depois de exercer o seu direito cívico.

Encerramento das urnas e observadores internacionais

Mais de 760 mil eleitores são hoje chamados a votar nas eleições presidenciais na Guiné-Bissau, escolhendo entre 12 candidatos quem irá suceder a José Mário Vaz, que se recandidata ao cargo.

As urnas para eleições presidenciais na Guiné-Bissau abriram às 07h00 em todo o país e encerram às 17h00 (mesma hora em Lisboa).

A Célula de Monitorização Eleitoral da Sociedade Civil guineense, no seu primeiro balanço, constatou que 91,43% das assembleias de votos abriram à hora prevista e que das 275 mesas visitadas, 251, correspondentes a 89,65%, tiveram todos os materiais e apenas 8,57, não tinham os materiais completos.

Entretanto, o chefe do Governo, Aristides Gomes considerou que após as eleições o trabalho tem de continuar para se criem as condições que permitam a rutura com a instabilidade política.

Para o chefe da missão de observadores da União Africana (UA), Rafael Branco, as eleições presidenciais deste domingo na Guiné-Bissau estão a decorrer de forma livre e pacífica. “Até ao momento, o relato que temos é que as coisas estão a decorrer normalmente, as pessoas estão a votar pacificamente, livremente e o processo eleitoral corre bem”, disse o ex-primeiro-ministro são-tomense, em declarações à agência Lusa, sublinhando que que a UA tem observadores em todo o território da Guiné-Bissau e que a missão fará uma avaliação mais completa da forma como decorreram as eleições, com previsão para apresentar o relatório final na próxima terça-feira, revere DW-África.

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