ECONOMIA

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Eletricidade escasseia na China: fábricas ao ralenti, ruas sem luz, semáforos apagados — Vem aí impacto no comércio global 30 Setembro 2021

A crise de energia na China é tida como a pior dos últimos dez anos. O consumo doméstico e nas infraestruturas urbanas, a produção em diversos setores — nas tecnológicas como a Tesla e Apple, nas siderurgias, têxteis e porcelanas — começaram já a ser afetados. Em breve será o comércio global, segundo afirmam os economistas. Aliás, a fornecedora da Apple, Unimicron Technology Corp, informou que três das suas subsidiárias na China interromperam a produção desde o domingo, 26 até a meia-noite de 30 de setembro para "cumprir a política de limitação de eletricidade dos governos locais".

Eletricidade escasseia na China: fábricas ao ralenti, ruas sem luz, semáforos apagados — Vem aí impacto no comércio global

Segundo o online SCMP, mais da metade das províncias da China estão com ‘racionamento’ de eletricidade. Pelo menos 20 províncias e regiões chinesas que representam mais de 66% do PIB do país anunciaram algum tipo de corte de energia.

Peritos ouvidos pelo Business Insider apontam que o principal fator por trás desta crise energética na China é o súbito aumento dos preços do carvão, de que depende a produção de 70% da eletricidade no país.

Só este mês os preços do carvão, dada a demanda "voraz", sofreram aumentos estratosféricos de 190%. A escassez explica-se pela restrição na produção de energias fósseis, para cumprir os acordos ambientais; mas também pela lentidão na produção de energias limpas que ainda vai longe do objetivo dos 30% estabelecidos para este ano. Por exemplo, as hidroelétricas revelaram-se muito dependentes das condições atmosféricas, um fator imprevisto este ano, reporta a Reuters.

Fator político. A situação começou a piorar quando Pequim bloqueou a importação de carvão da Austrália, um dos seus principais fornecedores. A medida foi tomada em represália ao pedido de Canberra para as autoridades chinesas permitirem investigar as origens da Covid-19.

Casas: inverno mais duro com menos eletricidade

A China prevê para este ano um inverno ainda mais duro que o habitual. A consequente maior demanda de energia para aquecimento não vai poder ser satisfeita.

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Fontes: Business Insider /Global Times/SCMP/Reuters. Foto (Tingshu Wang/ Reuters): Torre de transmissão, perto do distrito comercial central de Pequim.

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