LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Em Angola para exéquias de Savimbi, João Soares alerta contra tentação de "matar o pai" José Eduardo dos Santos 03 Junho 2019

A saga de Jonas Savimbi terminou no sábado, primeiro de junho, dezassete anos após a sua morte, com o corpo enfim a ser dado à terra, na sua aldeia natal, Lopitanga, próxima da cidade de Muhango, província de Bié. Entre os presentes no funeral, viu-se junto ao filho de Savimbi o deputado português João Soares. As suas declarações à agência Lusa estão a ter repercussão no espaço lusófono.

 Em Angola para exéquias de Savimbi, João Soares alerta contra tentação de

O deputado socialista, fiho de Mário Soares, disse acreditar que há vontade em Angola para avançar no processo de reconciliação nacional e alertou contra a tentação de "matar o pai", numa referência a José Eduardo dos Santos e filhos.

“O que acredito é que haja vontade de reconciliação e espero que isto não se faça por um processo shakespeariano, não vão fazer um ‘Hamlet’ de matar o pai, em relação a José Eduardo dos Santos, e à família”, disse (com imprecisão à mistura sobre a figura literária. Veja próxima peça).

“Agora, tranquilidade, paz e reconciliação nacional”, defendeu o deputado socialista, enaltecendo as qualidades humanas e políticas de Jonas Savimbi.

Recorde-se que durante vários anos João Soares desafiando todas as críticas acres (na sociedade portuguesa e não só) manteve uma relação de grande proximidade com o líder da UNITA. Também foi durante uma viagem para se encontrar com Savimbi nos anos de 1980 que teve um acidente aéreo que quase lhe custava a vida.

Ao ser entrevistado pelo Novo Jornal de Luanda, João Soares voltou a destacar a reconciliação: “Isto não pode ser feito apenas à conta de tratar mal o José Eduardo dos Santos, porque depois há um lado de drama shakespeariano de pacotilha que a mim não agrada. Isto não se pode restringir a uma vingança sobre a família do antigo presidente. E eu sou insuspeito para falar nisso, porque fui muito criticado e caluniado. O Jornal de Angola até inventou que eu era traficante de marfim”.

Elogio à abertura do presidente João Lourenço

O deputado João Soares entrevistado pelo Novo Jornal começou por dizer que “Angola só será uma democracia a sério quando realizar eleições “livres e justas”.

Entretanto, reconhece que com a chegada de João Lourenço ao poder, houve um “vento de esperança”.

Destacou que, Angola, “se tivermos em conta que viveu durante mais de 20 anos num regime de partido único, apesar de tudo houve uma evolução”, que se reflete também no modo positivo como boa parte da comunidade internacional passou a referir-se a Angola. Fontes: Referidas no texto.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau

blogs

publicidade

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project