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Embaixador Mbála Alfredo Fernandes reconhece que Cabo Verde tem apoiado cidadãos guineenses 02 Setembro 2020

O embaixador da Guiné-Bissau considerou que a comunidade guineense em Cabo Verde tem sido “muito afectada” pela crise provocada pela pandemia de covid-19, reconhecendo o apoio das autoridades nacionais a estes cidadãos que também perderam os seus empregos.

Embaixador  Mbála Alfredo Fernandes reconhece que Cabo Verde tem apoiado cidadãos guineenses

Segundo escreve a Inforpress, de acordo com Mbála Alfredo Fernandes, os bissau-guineenses, nomeadamente os que trabalham na construção civil, restauração e serviços de guardas-nocturnos são os que “mais estão a sofrer” com a crise pandémica.

“O primeiro foco da nossa atenção foi logo a ilha da Boa Vista, onde, no primeiro momento, tivemos 27 guineenses que se encontravam em quarentena nos hotéis Rio Caramboa e Palace Hotel”, afirmou o representante de Bissau na Cidade da Praia.

Segundo ele, a crise provocada pela pandemia não só afectou a estrutura familiar dos guineenses, como também o emprego, o que leva as pessoas a queixarem-se de não disporem de “meios suficientes” para adquirirem materiais para a prevenção da covid-19, escreve Inforpress.

Segundo a mesma fonte, Mbála Alfredo Fernandes lamenta o facto de a eclosão da pandemia coincidir com o período de Ramadão (jejum) em que os muçulmanos seguem determinados rituais, nomeadamente o ajuntamento para as orações, o que levou a embaixada a fazer todo um trabalho com vista a “estancar certos hábitos culturais” que pudessem “prejudicar ainda mais a situação”.

“As pessoas [os guineenses] passam muito mal nas suas localidades, com a perda do emprego e, como consequência, hoje ninguém envia nenhuma remessa para o país”, pontuou o embaixador.

Na sua opinião, avança a fonte, a crise pandémica tem acentuado a desigualdade social no seio da comunidade, provocando ao mesmo tempo fragilidade na saúde.

Inforpress explica que, até ao momento, revelou, a embaixada tem registado alguns casos de cidadãos guineense infectada pela covid-19, nomeadamente na Boa Vista, onde, juntamente com a câmara municipal local, ajudou as famílias atingidas pela pandemia.

“Na Cidade da Praia, tivemos conhecimento de um ou dois casos. De resto, ninguém ainda nos bateu à porta para nos dizer que está infectado, mas é recorrente os guineenses dirigirem-se à embaixada a solicitar apoio das cestas básicas que distribuímos durante o período de estado de emergência”, precisou o chefe da missão diplomática bissau-guineense, acrescentando que as pessoas mais desfavorecidas foram, igualmente, contempladas com máscaras comunitárias.

Reconheceu, por outro lado, prossegue a fonte, que algumas organizações de boa vontade, nomeadamente as ONG, têm ajudado as pessoas com donativos.

Este ano, comentou Mbála Alfredo Fernandes, não se registou nenhuma admissão para o concurso especial aberto pela universidade pública e, também, pelas privadas, o que, por um lado, significa que as pessoas não terão transitado de ano, ou, por outro, não terão hipótese de pagar as propinas que antes já não pagavam, refere a notícia avançada pela Inforpress.

Inforpress explica que, um outro problema que afecta os guineenses são passaportes que chegam com “algum atraso”, devido ao encerramento das fronteiras.

“O Ministério dos Negócios está a fazer diligências, e nós também, para ver se conseguimos ter os passaportes em Cabo Verde para poder acudir a esta ameaça de desemprego e outras formas de legalização” referiu o embaixador Mbála Alfredo Fernandes.

Congratulou-se, ainda, pelo facto de as autoridades cabo-verdianas não terem discriminado os guineenses na distribuição das cestas básicas, quer na Boa Vista, quer na Cidade da Praia, escreve Inforpress.

A fazer fé na mesma fonte, na distribuição das cestas básicas, segundo o diplomata, a embaixada distribuiu também para os nigerianos, senegaleses e pessoas de outras nacionalidades que, na altura, precisavam do apoio.

“Só temos a agradecer ao Estado cabo-verdiano por não ter havido nenhuma distinção entre os guineenses e os nacionais”, realçou, acrescentando que, apesar de não disporem de documentos, os guineenses sentem-se “tranquilos e em casa”.

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