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Polémica: Empresário/emigrante cabo-verdiano nos EUA acusa o governo de ter anulado o concurso do navio porta contentores “Eser”, do qual foi vencedor 24 Outubro 2021

A polémica está instalada. Romão Veiga Barros, popularmente conhecido por “Neny Socorrin”, natural de São Filipe-lha do Fogo, que vive nos Estados Unidos da América (EUA) há mais de 40 anos, onde já foi empresário na área de navegação marítima, procurou o Asemanaonline para acusar o governo de Cabo Verde por ter anulado o concurso de venda do navio porta-contentores “Eser”, do qual foi vencedor. «Neny» ameaça avançar com uma queixa-crime contra o Estado de Cab Verde, caso o governo não reconsidere a sua deicsão sobre o concurso em causa. O cargueiro de 99,29 metros de comprimento, com capacidade para transportar 3.800 toneladas de cargas, construído na Alemanha em 1984, encontra-se, no entanto,ancorado no porto da Praia desde 31 de Janeiro de 2019, após ter sido apreendido com mais de 9,5 toneladas de cocaína, em 260 fardos.

Polémica: Empresário/emigrante cabo-verdiano nos EUA acusa o governo de ter anulado o concurso do navio porta contentores “Eser”, do qual foi vencedor

O emigrante caboverdiano nos Estados Unidos, Romão Veiga Barros (Neny) alega que foi o vencedor do concurso público realizado em 05 de Janeiro de 2021, com uma proposta de 75,5 milhões de escudos (684 mil euros). No entanto, este garantiu que o governo de Cabo Verde, através da Direção Geral do Património e da Contratação Pública (DGPCP) submeteu o navio “Eser” ao concurso de venda, ilegalmente, pelo incumprimento de requisitos exigidos para o efeito.

“Fui contatado pelo Ministro das Finanças, Olavo Correia, que me disse que o concurso foi cancelado porque o navio ainda se encontra em nome de um proprietário do Panamá e que o governo cabo-verdiano não está na posse do Título de Registo de Propriedade. Se assim for, significa que o governo esteve em incumprimento de normas legais estabelecidas, que devem ser respeitadas para concurso público, neste caso concreto, do navio porta-contentores”, contesta.

Indignado com a decisão, Neny exige que o governo de Cabo Verde esclareça publicamente o motivo deste cancelamento do concurso, do qual foi vencedor. “Sei que ganhei legalmente o concurso, entretanto, quero que o governo reponha e repare os danos morais que me provocou, sob pena de submeter uma queixa às instâncias judiciais”, anuncia, acrescentando que sua intenção é criar uma ligação entre os EUA e Cabo Verde, através do transporte de cargas, desenvolvendo assim o comércio e investir no meu país de origem.

“Aliás, muitos sabem que vivo nos Estados Unidos da América há dezenas de anos, onde já fui empresário na área de navegação marítima, já fui armador/responsável para transportes de cargas dos emigrantes em navio alugado, para Cabo Verde durante muitos anos”, revela.

De sublinhar que o navio porta-contentores, “Eser”, de 99,29 metros de comprimento, com capacidade para transportar 3.800 toneladas de cargas, construído na Alemanha em 1984, encontra-se ancorado no porto da Praia desde 31 de Janeiro de 2019, após ter sido apreendido com mais de 9,5 toneladas de cocaína, em 260 fardos, navegando então com bandeira do Panamá. “A investigação das autoridades caboverdianas, com colaboração internacional, permitiu que o tribunal desse o cargueiro como perdido a favor do Estado de Cabo Verde”, diz a nossa fonte.

Emigrantes nos EUA precisam unir-se e manifestar contra as más políticas do governo

Revoltado com a atual situação de troca de documentos, cobrança de taxas e emolumentos para despacho de mercadorias no país, “Neny” afirmou a este diário digital que, ao voltar para os EUA, irá mobilizar e sensibilizar todos os emigrantes (amigos) radicados naquele país, no sentido de exigirem do governo cabo-verdiano que reduza as despesas de cargas que são enviadas às famílias em Cabo Verde.

“O governo e os políticos de Cabo Verde não têm consideração para os emigrantes radicados nos EUA. Somos importantes e só nos conhecem quando precisarem de votos. Para já, vou fazer com que a nossa comunidade não vote nas próximas eleições, porque somos desconsiderados em momentos difíceis. Entretanto, não reconhecem que somos parte integrante e importante no desenvolvimento de Cabo Verde. Se não fossem as nossas remessas de dinheiro e mercadorias, milhares de famílias estariam a viver em pobreza extrema”, conclui Romão Veiga Barros, conhecido por “Neny Socorrin”.

Entretanto, por causa do adiantado da hora do fecho deste edição, este jornal não conseguir ouvir a Direção Geral do Património e da Contratação Pública (DGPCP) sobre esse processo - promete editar a reaçáo do governo caso este assim entender.

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