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“Encanto” é nome do álbum composto por mornas e coladeiras do músico português Zé Perdigão 05 Outubro 2018

O músico português Zé Perdigão vai lançar o seu mais recente álbum, intitulado Encanto, trabalho discográfico produzido com os ritmos da morna e coladeira.

“Encanto” é nome do álbum composto por mornas e coladeiras do músico português Zé Perdigão

Em conversa com a Inforpress, Zé Perdigão explicou que a ideia de produzir este trabalho surgiu devido a sua paixão pela música e pela cultura cabo-verdianas, facto que o leva a residir no país desde de 2016.

Apontou que a criatividade na abordagem musical é uma das suas facetas, por isso decidiu produziu um álbum composto por mornas e coladeiras, desejo que há muito “vinha perseguindo e que agora se materializa”.

“Gravar um disco composto por mornas e coladeiras sempre foi um sonho. Um projecto como esse havia feito no meu primeiro álbum, da qual realizei uma produção, transportando o pop-rock português para o fado. Na altura foi bem aceite, abrindo portas a muitos fadistas actuais para este estilo”, avançou.

O álbum é composto por “10 temas inéditos”, que trazem grandes nomes do panorama musical cabo-verdiano, nomeadamente Zé Rui de Pina, Epifânio Tavares “Fany de Ano Nobu”, Jorge Tavares, Sílvio Brito e Dino Santiago.

“O álbum é 100 por cento cabo-verdiano. Não há participações de outros artistas, porque o álbum demorou dois anos na sua maturação e preparação e não quis estar a travar o álbum por uma participação ou outra. No futuro, certamente, estará tudo em aberto”, notou.

Zé Perdigão salientou que cantar os temas “crioulos em crioulo” é um símbolo aos estilos que caracterizam o álbum, isso porque, como referiu, a língua cabo-verdiana é lindíssima, por isso “não faz sentido cantá-los de outra forma”.

“O crioulo é uma língua lindíssima e muito cantável, uma língua que chega ao coração das pessoas, como o fado em português, o tango para o castelhano sul-americano. Jamais cantaria morna ou coladeira em português ou noutra língua qualquer. Se é a raiz de um povo ou de um país, a sua língua tem que estar associada obrigatoriamente”, sustentou

A produção do disco está ao encargo de Cacu Alves e Rob Leonardo, e o lançamento do álbum poderá acontecer em finais de Novembro ou início de Dezembro.

Entretanto, no próximo dia 19, é apresentado, no Palácio da Cultura, o sinlgle “Nha terra”, uma das faixas do álbum.

“Conto com a participação do Ministério da Cultura e das Industrias Criativas, que disponibilizou o espaço, som e luzes para que possa fazer essa apresentação. Futuramente anunciaremos a data do concerto de lançamento do disco”, revelou.

Zé Perdigão é natural de Guimarães, Portugal, mas reside em Cabo Verde desde 2016. Começou no mundo da música desde os 6 anos de idade, tem já no mercado três trabalhos discográficos, entre as quais o “Sonidos ibéricos”, álbum com que recebeu a condecoração Cidadão Honorário de Buenos Aires, Argentina, único português a alcançar tal feito. A Semana/Inforpress

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