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Espanha: 100 anos de prisão para 9 independentistas catalães 15 Outubro 2019

Nove dos doze independentistas catalães arguidos por "rebelião, sedição e desvio de fundos públicos" foram, na segunda-feira, 14, condenados pelo Supremo, em Madrid, a cumprir penas de prisão entre os nove e os treze anos. Oriol Junqueras recebeu a pena mais pesada: treze anos. Todos estavam presos, nalguns casos há dois anos. Três ex-dirigentes catalães que responderam em liberdade foram condenados a pagar multas.

Espanha: 100 anos de prisão para 9 independentistas catalães

Cinco meses depois do previsto e sem o principal réu, Carles Puigdemont, o Tribunal Supremo em Madrid leu a sentença do complexo julgamento que arrancou em 12 de fevereiro, com previsão de demorar "cerca de três meses", como o magistrado Carlos Lesmes, presidente do grupo de sete, avançara à imprensa no dia em que os prisioneiros foram transferidos de Barcelona para Madrid.

O Supremo não atendeu o pedido do Ministério Público que, no primeiro dia do julgamento (com forte cobertura dos principais jornais e televisões internacionais), defendera penas de prisão até aos vinte e cinco anos para os membros do executivo destituído da Catalunha: Oriol Junqueras, vice-presidente, Carme Forcadell, presidente do Parlamento, Joaquim Forn, ministro do Interior, Anna Gabriel i Sabaté, e outros membros quer do parlamento quer do executivo destituído, além de dois presidentes de duas associações pró-independentistas.

Nove dos doze acusados estavam há mais de dois anos em prisão preventiva, primeiro em Barcelona, e desde fevereiro em prisões perto de Madrid: os homens na cadeia de Soto Real e as mulheres na de Alcalá-Meco.

Carles Puigdemont: "Aberração"

O então presidente da hoje destituída região autónoma da Catalunha, Carles Puigdemont, é a principal figura da tentativa de independência, que foi sufocada pelo poder central.

Puigdemont que continua, com mais quatro membros do governo destituído, exilado na Bélgica, reagiu de imediato à sentença: "É uma aberração. Agora mais que nunca, estamos convosco e com as vossas famílias. É tempo de reagir, mais do que nunca. Pelo futuro dos nossos filhos e filhas. Pela democracia. Pela Europa. Pela Catalunha".

Os cinco refugiados na Bélgica são "fugitivos" diz a justiça de Espanha. Dada a gravidade dos "factos criminais" de que são acusados não foram julgados à revelia, pois que a Espanha só em casos de menor gravidade usa essa figura jurídica.
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Fontes: /AFP/AP/BBC /Suddeutsche Zeitung. Relacionado: Espanha inicia julgamento de 12 ’prisioneiros políticos’ catalães acusados de sedição, rebelião — Puigdemont é dado como fugitivo, 14.2.2019. Fotos: A independência catalã é apoiada pela maioria da população, que votou sim no referendo de 1 de outubro de 2017. Os catalães têm frequentemente saído à rua em manifestações de apoio aos responsáveis perseguidos pela justiça de Madrid, que estão na prisão ou no exílio.

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