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Espanha: 40 anos depois, fortuna suspeita põe clã Pujol no banco de réu 10 Julho 2021

O primeiro preso foi o primogénito Jordi Pujol Ferrusola desde que a justiça espanhola abriu um processo contra Jordi Pujol, o 126º presidente da Generalitat/Generalidade da Catalunha por desvio de fundos públicos, evasão fiscal, fuga de capitais entre outros crimes financeiro-políticos, que ascenderão a 290 milhões de euros.

Espanha: 40 anos depois, fortuna suspeita põe clã Pujol no banco de réu

O Ministério Público pediu, esta semana, 25 anos de prisão para o primeiro dos sete filhos do homem que mais contribuiu para "a identidade cultural nacionalista da Catalunha".

O patriarca Pujol arrisca nove anos de prisão e os sete filhos entre oito e 29 anos. A pena maior é pedida para o mais novo: Oleguer, de 48 anos, tido como "o cérebro financeiro da associação criminosa".

A matriarca Marta Ferrusola, acusada de ter — num só mês de 2010 — traficado 3,7 milhões de euros para o vizinho Principado de Andorra, teve o seu processo arquivado, devido ao seu estado de saúde.

Mea culpa, meia confissão pública

O ícone do nacionalismo catalão confessava, há sete anos em carta-aberta enviada aos órgãos de comunicação social, uma fraude fiscal, que perpetrou durante 34 anos. Porém, Pujol absteve-se de mencionar onde e quanto tem depositado nos paraísos fiscais.

Na sua explicação que sete anos depois é, esta semana, desmontada, Pujol referia que "nunca t[e]ve oprtunidade de regularizar uma herança que se destinava à [sua] esposa e aos [seus] sete filhos. Pedia "perdão" aos que se sentem "traídos" e dizia que "a total responsabilidade" é só dele.

Espionagem ’apanha’ namorada de Jordi Pujol Ferrusola

María Victoria Álvarez, em fevereiro de 2013 já ex-namorada, foi quem em conversa com a líder do PP da Catalunha pôs a polícia na pista dos Pujol. A prisão do Jordi filho em 2017 ao fim de quatro anos de investigação começou, segundo o El Mundo, com essa conversa ilegalmente captada pelos serviços de espionagem.

Na ligação telefónica intercetada, Victoria dizia: " 900 mil euros em notas de 500 ocupam pouco espaço, na mala que [o namorado] carrega[va] para a Suíça".

Victoria Álvarez colabora com a justiça e, nove meses depois, a imprensa noticia que Jordi júnior tinha "entre 2004 e 2012 levado 32 milhões de euros para 13 paraísos fiscais".

Victoria tinha em julho contraditado a confissão pública do ex-presidente catalão. Em entrevista na televisão Antena 3, Victoria Álvarez garantiu que o dinheiro no estrangeiro, "mais de cem milhões de euros", não procedia duma herança, mas de "23 a 30 anos de comissões sobre obras públicas".
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Fontes: La Vanguardia/El País/Le Monde/... Fotos (El País): A família Pujol em 1980: o primogénio tem 22 anos e o benjamim, oito anos. (Ao alto) O 126º presidente da Generalitat/Generalidade da Catalunha compareceu esta semana em Madrid para ser ouvido pela justiça do Reino de Espanha.

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