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Espanha: Esquerda da Catalunha anuncia que vai viabilizar coligação de esquerdas 05 Janeiro 2020

A Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) anunciou, no sábado, que viabilizará, com a abstenção, um governo de coligação de esquerdas em Espanha, após a aprovação pelo Parlamento de uma resolução que confirmou Quim Torra como presidente do governo Catalão.

Espanha: Esquerda da Catalunha anuncia que vai viabilizar coligação de esquerdas

A resolução das forças soberanistas da Catalunha de confirmação de Quim Torra contraria a ordem de inabilitação decretada contra este pela Junta Eleitoral Central (JEC).

Depois de conhecida a decisão da JEC para inabilitar Quim Torra e impedir que o ex-vice-presidente catalão Oriol Junqueras assuma o lugar de deputado, a ERC convocou de urgência a sua direção.

Depois de horas de debate e debaixo de pressões dos setores independentistas do parlamento catalão contra a abstenção dos republicanos, a direção da ERC decidiu que irá viabilizar a investidura de Pedro Sánchez como presidente do Governo de Espanha.

"Se acreditavam que com esta operação renunciaríamos a ter uma mesa de negociação para abordar uma solução política, dizemos de forma clara que se enganaram", declarou o vice-presidente catalão e coordenador de ERC, Pere Aragonès.

"A aposta pela via política, pela negociação, na mesa e na consulta, não vai desaparecer por causa da pressão no último momento do PP, Cs e Vox", advertiu em conferência de imprensa o dirigente republicano, que acusou estes partidos de não aceitarem os resultados eleitorais, "nem na Catalunha nem no Estado".

Ao mesmo tempo, Aragonès afastou qualquer debate sobre uma possível sucessão de Torra, qualificando a ordem do JEC como "irregular" e considerando que aquela instituição não é competente para tomar uma decisão deste calibre.

"Estamos a trabalhar com o cenário de que essa inabilitação não vai acontecer. A presidência [do Governo] é escolhida pelo Parlamento (...) Se o presidente for removido, não há presidente aqui até que o Parlamento nomeie outro. Isto deve ficar claro", acrescentou.

A agenda política catalã desenrolou-se hoje em duas frentes. Por um lado, o debate de investidura do Governo em Madrid e, por outro, a sessão plenária extraordinária no parlamento da Catalunha, suscitada por Torra após a decisão do JEC de lhe retirar o cargo de membro do parlamento e, assim, executar a sua inabilitação.

Na sua intervenção no plenário, Torra anunciou que não cumpriria a decisão da JEC se o Parlamento decidisse de outra forma, o que veio a acontecer.

Assim, a câmara aprovou uma resolução, impulsionada pelos partidos JxCat, ERC e CUP, que ratifica Quim Torra como deputado e presidente da Generalitat (Governo) e acusa a JEC de protagonizar um "golpe de Estado". Fonte: JN-PT

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