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Espanha: “Vendia mulheres como gado”, diz o proxeneta — Tráfico humano global é ’negócio multimilionário’ 08 Abril 2019

O espanhol José Nieto Barroso relata na primeira pessoa que como proxeneta fez das mulheres a sua ‘matéria-prima’. “O verdugo de hoje manda as mulheres para a prostituição” tal como “os nazis mandavam os judeus para a câmara de gás”.

Espanha: “Vendia mulheres como gado”, diz o proxeneta — Tráfico humano global é ’negócio multimilionário’

O homem que no livro usa o pseudónimo ‘Miguel’ deu a cara no docufilme como José Nieto Barroso (foto), um proxeneta envolvido no tráfico internacional que se tornou "muito rico" ao participar de “uma rede mundial que caça (sic!) mulheres para a prostituição e tráfico", segundo relata o próprio no docufilme (com extratos no You Tube).

Em Espanha, os “maridos” ou “macarras” (chulos) que antes do final da década de 1990 exploravam espanholas, portuguesas cedem a vez aos traficantes internacionais que traficam latino-americanas, eslavas, africanas, asiáticas...

É o produto de uma globalização que não deixa por explorar nenhum ramo de atividade possível”, afirmam estudos da Comissão da ONU de combate ao tráfico humano.

Sociedade tolera

"39 por cento, oito milhões de homens em Espanha” são clientes, denuncia o documentário que gravou milhares de horas de conversa do proxeneta e de prostitutas.

A sociedade tolerante ante o delito tem consequências: "Para os jovens, a prostituição é um passatempo, pouquíssimos sabem que é uma prática delituosa (ver mapa em que Espanha aparece com a cor amarela a significar que a prática é ilegal", analisam os especialistas ouvidos.

"Um miúdo de 11 anos já vê porno duro" e é “prospetivo cliente da prostituição”, desvenda-se nesta película, que percorre a biografia de ’El Músico’ (O Músico).

Negócio pervasivo

Os que exploram essas mulheres não são só os proxenetas, “Muitos homens com carreiras, com famílias, cultos, finos, de fato e gravata também vivem” do lenocínio, denuncia o documentário.

Tráfico humano alimenta redes de prostitução organizada

O proxeneta confessa os números do tráfico, no documentário que se pode ver no You Tube: "Trouxemos 1.117 colombianas, 311 brasileiras, 19 venezuelanas". Traduzindo em caixa, explica que “ numa noite fraca, uma mulher podia fazer 500 euros. Com cem mulheres no local, ganhávamos 50.000 euros numa noite. Tudo em dinheiro vivo, sem registo".

"Espero que os políticos vejam e atuem"

Na estreia de mais um documentário sobre o tema, em novembro último, como reporta o El País a cineasta referiu que tinha levado os filhos de 17 anos (rapaz e rapariga gémeos) e que esperava que os políticos presentes saíssem de lá com vontade de legislar contra o tráfico humano.

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Fontes: Referidas/ Site da Asosiacion Em Poder Arte/ You Tube. Foto: Mapa-mundo do tráfico humano, e uma das suas vítimas, entre ’o proxeneta’ José Barroso e a escritora Mabel Lozano. Mapa - países de origem: do amarelo ao vermelho, crescente intensidade do número de pessoas vítimas. Países de destino: do azul claro ao azul mais escuro, também segundo intensidade do número de pessoas vítimas.

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