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Espanha-’preso ressuscitado’: Médico forense abriu o saco e em vez de autópsia ... 05 Fevereiro 2022

O último recurso judicial, esta semana, encerrou definitivamente o caso do "preso ressuscitado", o espanhol Gonzalo de 29 anos que, há três anos, acordou na mesa do necrotério depois de horas conservado numa câmara frigorífica, já com a pele marcada com diretrizes para o bisturi após ser declarado morto por três médicos.

Espanha-’preso ressuscitado’: Médico forense abriu o saco e em vez de autópsia ...

Entrou nos manuais da medicina forense o estranho caso do detido por furto, Gonzalo Montoya Jiménez, que foi dado como morto depois de ter sido encontrado sentado e inconsciente numa cadeira da sua cela na Penitenciária Central das Astúrias, no noroeste de Espanha.

Os dois médicos de serviço na prisão declararam-no morto, dada a "ausência de sinais vitais". Mais tarde, um médico forense confirmou o que havia sido apontado pelos anteriores, emitindo o terceiro relatório de óbito. Não havia dúvidas.

O corpo foi transferido para o Instituto Médico Legal. Na morgue, foi colocado na câmara de conservação de corpos. Na hora da autópsia, o saco com o ’cadáver’ sobre a mesa agitou-se.

“O médico forense abriu o saco e encontrou o preso ainda vivo", relatou o jornal El Español, em fevereiro de 2018. O condenado por roubo ia sair da cadeia daí a seis meses.

Tribunal ilibou Estado

Em relação ao ocorrido, as autoridades prisionais não puderam apresentar uma justificação. A família do preso recorreu à justiça.

"Um simples eletrocardiograma ou uma monitorização da função cardíaca teriam logo descartado o suposto óbito e ele teria tido a assistência médica rápida que teria evitado todos os graves problemas físicos e morais que o afetaram e à sua família", segundo a defesa assegurada por um advogado contratado pelos Montoya.

Mas o tribunal indeferiu o pedido de libertação imediata. O ’preso ressucitado’ não obteve a redução de pena que pediu. Só saiu no tempo estipulado, em agosto de 2018.

Gonzalo Montoya Jiménez também não teve direito à indemnização pedida: 50.000 euros por danos físicos e psicológicos". Cinco meses depois de cumprir a sua pena total, foi de novo detido por roubo numa oficina de carros, em janeiro de 2019.

Fontes: La Voz de Asturias /El Español/RTVE.

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