POLÍTICA

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Estado da Nação: Caso Manuel Barbosa ensombra debate na AN 29 Julho 2009

O debate sobre o Estado da Nação descambou para os ataques pessoais, e obrigaram o presidente da Assembleia Nacional a intervir para apelar à civilidade na casa parlamentar, " que é uma casa civilizada", lembrou. Aristides Lima ameaçou mesmo retirar a palavra ao líder da oposição, Jorge Santos, quando este mencionou a prisão do advogado Manuel Barbosa – meio-irmão de José Maria Neves – para sugerir que os familiares do primeiro-ministro estão envolvidos com a droga.

Estado da Nação: Caso Manuel Barbosa ensombra debate na AN

A intervenção de Jorge Santos causou mal-estar geral, já que o discurso não só violou o princípio de presunção de inocência do referido advogado - que se encontra preso mas ainda nem sequer foi julgado- como embaraçou juristas da própria bancada do MPD que prestam assistência a Manuel Barbosa. Foi perceptível, aliás, o desagrado do líder parlamentar ventoinha, Fernando Elísio Freire, mas sobretudo do deputado Eurico Monteiro, que é advogado de Manuel Barbosa.

O presidente da Assembleia interveio logo e ameaçou retirar a palavra ao líder da oposição. Mais de uma vez Aristides Lima pediu a Jorge Santos, segundo vice-presidente da AN, para respeitar a mesa já que o referido deputado tentava perturbar os trabalhos do plenário.

José Maria Neves preferiu não reagir ao episódio, porém tanto a ministra dos Assuntos Parlamentares, Janira Almada, como o líder da bancada do PAICV, Rui Semedo, condenaram a atitude de Jorge Santos.

Já o deputado Jorge Santos tentou emendar a situação afirmando que quem tinha ligado o mundo da droga com o da política foi José Maria Neves, quando nas últimas eleições legislativas falou do financiamento dos partidos políticos pelo narcotráfico. Santos disse ainda que foi o primeiro-ministro quem começou as ofensas pessoais hoje no parlamento, “pois chamou o deputado António Monteiro de ave de rapina”.

Os ataques pessoais ensombraram os argumentos da situação e da oposição, mesmo assim ficou o registo de que o governo defende que o país aguentou bem, apesar da crise financeira internacional, graças aos investimentos na infra-estruturação e nas áreas sociais. A bancada do MpD, por seu turno, falou de “uma derrapagem total” nos indicadores sociais, nos investimentos externos, no sector turístico-imobiliários.

A UCID, pela voz do deputado António Monteiro, afirma que a governação do PAICV vai mal em relação às políticas sociais, mas enaltece o programa de infra-estruturação do país.

O debate sobre o Estado da Nação continua durante a tarde.

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