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Estudante camaronês na China é 1º africano atingido por coronavírus 04 Fevereiro 2020

Cabo Verde segue com inquietação o desenrolar do surto de coronavírus na China onde estão deslocados 350 estudantes, dos quais dezasseis na cidade de Wuhan que é o epicentro da doença. Daí não surpreender a intranquilidade com que se recebeu na manhã de segunda-feira, 3, a notícia sobre o primeiro estudante africano infectado com o coronavírus.

Estudante camaronês na China é 1º africano atingido por coronavírus

O doente de 21 anos e a estudar na universidade de Yangtzé contraiu a doença numa visita à cidade de Wuhan, que é o epicentro deste vírus mortal.

Em comunicado, a universidade informa que o estudante — que regressou de Wuhan no dia 19 último, antes da quarentena imposta à cidade onde surgiu o coronavírus — está a ser tratado no hospital de Jingzhou, a cidade onde reside.

"A universidade prestou acompanhamento psicológico ao estudante e informou os pais dele e a embaixada. O jovem está a corresponder ativamente ao tratamento hospitalar e nos últimos dois dias a febre baixou e está normal. Ele está bem psicologicamente, tem os órgãos vitais estáveis e um apetite saudável", diz o comunicado.

A correspondente da BBC em Yaoundé, a jornalista Killian Ngala, noticia que o caso inquieta o país que tem mais de trezentos estudantes só na universidade de Wuhan. Esses jovens na cidade em quarentena estão com acesso muito limitado a água, comida e máscaras cirúrgicas.

Há milhares de estudantes camaroneses nas universidades chinesas. A referida jornalista indica que todos os dias chegam pedidos ao governo camaronês para fazer regressar esses jovens que se sentem desesperados.

Numa carta ao presidente Paul Biya, os estudantes em Wuhan queixam-se de que não têm recebido qualquer apoio da embaixada em Beijing nesta conjuntura em que lhes falta o mais básico para o dia a dia.

Para não expor cidadãos de Cabo Verde

Se há uma semana uma autoridade da Saúde garantia que iam — com a entrada em ação dos canais diplomáticos, para o que se contava com a ajuda de Portugal — ser retirados da cidade flagelada os dezasseis estudantes de Wuhan, no dia seguinte, 28, o próprio ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu que "tal medida contraria (…) as diretrizes das autoridades da RPC e da OMS" as quais visam "conter a disseminação do vírus".

O mesmo ministro esclarecia ainda que a situação dos estudantes estava a ser "avaliada hora a hora" e que qualquer decisão se faria em concertação com as referidas entidades, do sector da Saúde da China e da OMS.

Entretanto, numa declaração que foi muito contestada pelo Partido Popular, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, garantiu, depois, que o Ministério da Saúde e o Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, já estão preparados para receber os possíveis estudantes que chegava, no dia 01 deste mês, da China.

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Fontes: Referidas/Inforpress Fotos (BBC): Uma de cinco mil estudantes africanos na China.

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