MUNDO INSÓLITO

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Estudantes de Universidade Católica indignados com pedido de ’mãe de 4 rapazes’: "Por favor deixem de usar leggings" 29 Mar�o 2019

A carta assinada ’Maryann White’ traz um pedido que ela confessa ter contido durante quase seis meses, mas que esta semana, na segunda-feira, 25, apareceu preto no branco. "Sou mãe de quatro rapazes e depois do que vi na missa[inaugural do ano letivo] tenho que vos pedir: Por favor parem de usar essas leggings". No dia seguinte, rapazes e raparigas apresentaram-se na universidade sita na cidade de Notre Dame, Indiana, todos e todas de leggings, que são «confortáveis e os ‘problemas’ só estão no olho que viu».

Estudantes de Universidade Católica indignados com pedido de ’mãe de 4 rapazes’:

A ‘Carta ao Editor’ no site The Observer intitulada “Problemas nas leggings” — que recebeu atenção nacional e internacional nos principais media desde esta quarta-feira, 27 — começou por receber muitos comentários negativos dos estudantes e, por fim, desembocou num movimento de protesto. A partir do dia seguinte, rapazes e raparigas passaram a usar leggings, para "protestar contra a sexualização dessa peça de vestuário".

Uma ’estudante católica’, em réplica à observação da ‘mãe católica’ que debalde “esper[ou] que a moda passasse” e "elas voltassem a usar as jeans", esclareceu que vestia leggings "pelo conforto e não para atrair a atenção dos rapazes".

São confortáveis! Aí está a explicação para o facto de que "seis meses depois, porém, as leggings resistiam, como nessa missa" inaugural em que essa mãe “mesmo sem querer, não p[ô]de deixar de notar os traseiros desnudados, revelados pela licra preta”.

Essa "mãe de quatro rapazes” observa ainda: “Enquanto os outros homens à nossa volta e atrás (sic) não conseguiam desviar o olhar dos traseiros delas”, “os meus filhos sabem que é indecoroso fixar o corpo duma mulher, esteja eu por perto e, graças a Deus, também quando não estou”.

“Eu não os queria ver, mas era inevitável. Ignorá-los é muito mais difícil quando se trata de rapazes”, conclui.

Dress-code

Formal. Informal. O erro de usar informal em ocasião formal. O erro de etiqueta, ou de bom senso e bom gosto, que é o vestir formal em ocasião informal. O dourado de dia, o modelito da top-model por matronas, ou o spandex por quem sendo mais ‘prò redondo’ passa a expor as suas fraquezas. A exibir curvas e pneus, sem nada a ver com o vocabulário rodoviário.

As regras vestimentárias nos sistemas socioculturais variam. A burqa resolve? O uniforme para todos e em todas as situações? Nem oito nem oitenta. Mas o meio-termo está longe. A educação em casa devia poder resolver, mas como?

E a educação dada pela República deve entrar por esses caminhos ínvios, tratar o dress-code como um assunto no registo prescritivo? Ou deve ir pelo caminho — um pouco mais longo — que através dos textos adequados leve a construir o próprio bom senso e bom gosto? Para que cada um autoconstrua o adequado ’registo dos usos que evitam disfemismos em contextos que exigem eufemismos’?

Muitos países defrontam-se, pois, com o problema das regras vestimentárias no sistema de ensino, o dress-code, que nos países ocidentais está muito associado a regimes autoritários quando imposto pelo Estado. Em Cabo Verde, o uso do uniforme escolar está resolvido no sistema (público e privado) de ensino básico e secundário. Mas até quando?

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