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Estudo recomenda modelo de conceção na gestão da água para à agricultura 22 Julho 2020

De acordo com um estudo, apresentado quinta-feira, 16, pela ANAS e financiado pelo Governo, FIDA e Cooperação Espanhola, a conceção é o modelo que melhor serve para melhorar significativamente a sustentabilidade dos sistemas, otimizar o aproveitamento das fontes de água disponíveis e para que haja maior eficiência no uso final da água.

Estudo recomenda modelo de conceção na gestão da água para à agricultura

Com a finalidade de ultrapassar os principais constrangimentos que se colocam ao processo de gestão da água para a rega na agricultura em Cabo Verde, a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) promoveu um estudo, que visa a conceção e elaboração de um modelo mais adequado à gestão de água superficial e subterrânea para o setor agrícola no País.

Segundo uma nota enviada ao asemanaonline, o elevado volume de perdas de água (na ordem dos 50%); a subexploração de nascentes, galerias e poços; a falta ou insuficiência de água; a fragilidade das instituições responsáveis pela exploração das infraestruturas hídricas; a falta de pagamento pelos serviços da agua; e a escassa (ou inexistente) informação sobre o cadastro dos agricultores são alguns dos principais constrangimentos que se colocam ao processo de gestão da agua para a agricultura em Cabo Verde.

É neste âmbito que, após o diagnóstico e analise do setor da agricultura, o referido estudo concluiu que com a aplicação do modelo de conceção será assegurada a sustentabilidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, como forma de evitar conflitos com outros usos da água, entre agricultores, entre estes e a estrutura de gestão, e entre agricultores e as entidades de tutela.

O estudo sugere ainda a criação de uma entidade para a gestão dos sistemas de água para a rega que, no entanto, já foi criada (Empresa Pública de Água para a Rega), bem como delegações regionais em Santo Antão, São Nicolau e Fogo.

“Com este modelo, a reguladora técnica do setor, a ANAS, passa a ocupar-se do licenciamento dos furos e poços identificados nos inventários existentes e será a responsável por todos os investimentos de infraestruturas, bem como pelos custos de operação, nomeadamente manutenção dos equipamentos e a gestão da manutenção”, diz a ANAS, em comunicado.

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