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Estudos revelam que pessoas infetadas podem ficar imunes durante, pelo menos, seis meses 25 Dezembro 2020

Em dois estudos realizados, os investigadores descobriram que quem criou anticorpos para o novo coronavírus tinha muito menos probabilidades de voltar a testar positivo num período mínimo de seis meses.

Estudos revelam que pessoas infetadas podem ficar imunes durante, pelo menos, seis meses

As pessoas infetadas por Covid-19 podem ficar com proteção contra novas infeções nos próximos seis meses ou mais tempo, indicam os resultados de dois estudos divulgados na quarta-feira, 23, por instituições científicas, conforme o Jornal português, Diário de Notícias.

“Nos dois casos, os investigadores (em Inglaterra e nos Estados Unidos) descobriram que quem criou anticorpos para o novo coronavírus tinha muito menos probabilidades de voltar a testar positivo num período mínimo de seis meses, o que aponta para a eficácia das vacinas, que provocam no sistema imunitário a mesma reação, a produção de anticorpos”, escreve a mesma fonte.

De acordo com um dos estudos, as pessoas com anticorpos de infeções naturais tinham "um muito menor risco... na ordem do mesmo tipo de proteção que se obteria com uma vacina eficaz", afirmou Ned Sharpless, diretor do Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos, acrescentando que é muito, muito raro ser reinfetado.

Outro dos estudos, publicado na quarta-feira na revista científica "New England Journal of Medicine", envolveu mais de 12.500 trabalhadores de saúde dos hospitais da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Estudo envolveu mais de três milhões de pessoas

Ainda de acordo com o DN, os resultados contrastam com os obtidos junto dos 11.364 trabalhadores que inicialmente não tinham anticorpos, com 223 deles a terem resultados positivos nos testes de infeção nos seis meses que se seguiram.

O estudo do Instituo Nacional do Cancro envolveu mais de três milhões de pessoas que fizeram testes de anticorpos em dois laboratórios privados dos Estados Unidos. Apenas 0,3% das pessoas que inicialmente tinham anticorpos testaram positivo para o coronavírus mais tarde, em comparação com os 3% das pessoas que não tinham tais anticorpos, conforme a nossa fonte.

"É muito gratificante" ver que os investigadores de Oxford encontraram a mesma redução de risco, 10 vezes menos provável ter uma segunda infeção se os anticorpos estiverem presentes, disse Ned Sharpless, citado pelo DN.

Convém salientar que a pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 1.718.209 mortos resultantes de mais de 77,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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