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Europeias: Portugal, Espanha e Holanda votam à esquerda e extrema-direita vence em França, Itália e Reino Unido 27 Maio 2019

A contagem à meia-noite confirma que enquanto em Portugal, Espanha e Holanda a esquerda obteve os melhores resultados — o PS com 33,1%, o PSOE com 30% e os trabalhistas com 18,1% — em França, Emmanuel Macron, "o europeu", foi vencido embora por meros 1,2%, por Marine Le Pen, "a candidata do povo francês".

Europeias: Portugal, Espanha e Holanda votam à esquerda e extrema-direita vence em França, Itália e Reino Unido

Em Portugal, os socialistas (33,1%) com Pedro Marques à cabeça obtêm mais de dez pontos percentuais sobre o PSD. Em terceiro, o BE-Bloco de Esquerda com 9,8%, suplanta o PCPPEV, com 6,77%, o CDS com 6,2%. O Aliança do ex-primeiro-ministro Santana Lopes, dissidente do PSD, quedou-se por 1,87%, muito atrás do PAN-Partido dos Animais e Natureza, com 5,5%.

Em França, a herdeira da dinastia Le Pen, da ultra-direita, canta vitória com os 23,4 por cento — 22 deputados, mais um que o partido de Macron — que o partido da RN-União Nacional obteve sobre os 22,4% para a LREM. Em terceiro está não o LR-Os Republicanos, mas o partido ecologista Os Verdes, com 13%,12 eurodeputados, obteve mais 5% que o LR.

Na Itália, o partido de extrema-direita, a Liga do ministro do Interior Matteo Salvini, venceu com c.30%, que representa quase o dobro do resultado das Legislativas do ano passado e quase 500% sobre as Europeias de 2014.

Na Holanda, o PvDA-Partido Trabalhista obteve 18,1%, cinco dos 26 lugares no parlamento de Estrasburgo, e o Partido Liberal, de Mark Rutte, mantém os quatro lugares. Os eurocéticos FvD e PVV perdem surpreendentemente sete dos esperados dez lugares.

Reino Unido — Partido Brexit, grande vencedor

A extrema-direita, o Brexit Party obteve 31,6% (25 assentos). O partido Conservador é o grande derrotado que caiu para os 9,2% (perdeu 13 lugares e só obtém 3). O Partido do Trabalho também caiu: 13,6% (perdeu 7 dos 15 lugares da eleição de 2015).

A mostrar a força do Brexit, os Liberais Democratas são a segunda força com 20,5% — cresceram de 1 para 13 assentos.

Os Verdes são, atrás dos trabalhistas, a quarta força com 12,1% — cresceram de 3 para 6 assentos.

Resta saber se vão manter os 65 lugares para lá de 31 de outubro...

Abstenção elevada em quase todos os países - em Portugal foi maior

Em Portugal, 69,1% abstiveram-se.

Fontes: Televisões/Le Figaro/Le Monde/DW.de

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