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Evereste meu — O que levou 10 à morte em 3 dias 26 Maio 2019

Esta semana, na segunda, quinta-feira e sábado, dez alpinistas encontraram a morte ao desafiarem — como mais 545 pessoas desde o início do ano — a grande aventura alpinista da moda, para o que pagam 11 mil dólares só pela licença ao Turismo do Nepal. Ao fim de uma ascensão de cinco dias para atingir o cume do Himalaia, a 8848 metros, esperam em fila, durante longas horas, pelo tão aguardado momento que é chegar à crista eternamente nevada do Evereste, a última aventura que para muitos tem sido a derradeira.

Evereste meu — O que levou 10 à morte em 3 dias

Um cidadão britânico, outro da Irlanda completaram, nesta manhã de sábado, 25, a macabra lista iniciada na segunda-feira com quatro alpinistas: dois indianos, um americano e mais um irlandês. Na quinta-feira, foram mais quatro: dois indianos — uma mulher de 52 anos que depois de bater o recorde de primeira indiana no Everest, não resistiu à descida e morreu no caminho —, um nepalês e um austríaco, de 65 anos, todos a sucumbir ao extremo cansaço.

O nepalês era um guia de 33 anos que morreu no abrigo, depois de adoecer a 7.158 metros de altura.

Engarrafamentos são fautor importante

A aventura radical custou a vida ao britânico Robin Fisher, de 44 anos, tal como ao irlandês de 56 anos — cujo nome não foi divulgado: desistira, na sexta-feira de bater o recorde de atingir o cume. Foi encontrado morto na sua tenda instalada a sete mil metros, no sábado.

O indiano Nihal Bagwan de 27 anos e a sua compatriota Kalpana Das de 52 , acima referida, encontraram a morte ao fim de uma espera de mais de doze horas em condições extremas para ascender à crista do "Teto do mundo".

Engarrafamentos são fautor importante

A aventura radical custou a vida ao britânico Robin Fisher, de 44 anos, tal como ao irlandês de 56 anos — cujo nome não foi divulgado: desistira, na sexta-feira de bater o recorde de atingir o cume. Foi encontrado morto na sua tenda instalada a sete mil metros, no sábado.

O indiano Nihal Bagwan de 27 anos e a sua compatriota Kalpana Das de 52 , acima referida, encontraram a morte ao fim de uma espera de mais de doze horas em condições extremas para ascender à crista do "Teto do mundo".

22 mil dólares de multa a montanhista sem autorização

Os estrangeiros têm de obter uma licença de ascensão que custa onze mil dólares (mil contos). A justificação do preço elevadíssimopretende ser ecológica: limita-se assim o número de aventureiros na montanha que começa a ressentir-se dessa presença humana nunca vista na história.

A outra razão são so 45 milhões de dólares anuais, que são oxigénio para a economia do Nepal, um dos países mais pobres do mundo.

Em maio passado correu mundo a notícia do sul-africano Ryan Sean Davy, de 43 anos, que ascendeu até aos 6.400 metros, sem se munir da licença passada pelas autoridades. A essa altitude foi apanhado e, como disse ao Washington Post, as autoridades locais “trataram-me como a um assassino”. “Senti que podiam matar-me ali, nesse local do Everest, por causa do dinheiro, o que prova que nesse cenário grandioso o dinheiro ultrapassou toda a decência humana”, lamentou.

O tribunal condenou-o a pagar uma multa de vinte e dois mil dólares, quando, em setembro, foi julgado ao fim de mais de quatro meses na prisão.

O sul-africano explicou depois que procurou essa saída porque ao chegar ao Nepal, e após uma preparação que custou uns 25 mil dólares (oxigénio, treino, todo o material necessário), deu-se conta que não tendo “qualquer experiência de montanhista certificado” não tinha condições para obter a licença. Ora, ele tinha sido financiado, por familiares e amigos, para fazer a expedição e não queria defraudar todos quantos apostaram nele.

Recorde-se a proeza, na última semana, a africana Saray Khumalo, de 47 anos, que atingiu o topo do mundo, o Everest. A ascensão recorde, na quinta-feira, 16, que obteve a confirmação protocolar do Ministério do Turismo do Nepal, aconteceu à quarta tentativa da executiva de topo (nascida na Zâmbia e com ascendência sul-africano-rudandesa). Uma proeza só possível na República sul-africana pós-apartheid.

Fontes: Le Figaro/AFP/Reuters/outras referidas. Foto: Ao fim de cinco dias, pelo menos, de ascensão, ainda há que esperar mais de doze horas na fila para atingir o topo, aos 8.848 metros.

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