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Exerício físico dá saúde — salvo aos atingidos pela doença que vitimou Hawking 27 Abril 2018

Uma equipa da universidade holandesa de Utretcht investigou a relação entre a prática de exercício físico e os portadores da "raríssima" doença da Esclerose Lateral Amiotrófica, de que padecia o astrofísico Stephen Hawking. A associação é mesmo má, alerta o diretor da investigação.

Exerício físico dá saúde — salvo aos atingidos pela doença que vitimou Hawking

Uma investigação holandesa dá conta da má associação entre a prática de exercício físico para os portadores da "raríssima" doença da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), ou de "Lou Gehrig", conhecida sobretudo por ser a doença que afetou durante quase cinquenta anos o maior físico depois de Einstein, Stephen Hawking.

A investigação, que pretendia avaliar a conexão entre o exercício físico e esta patologia fatal, constatou "uma associação linear", "o que significa que o risco pareceu aumentar paralelamente com o aumento do nível de atividade física”, explicou o neurologista Leonard van den Berg da Universidade de Utrecht, nos Países-Baixos.

A equipa investigou os estilos de vida de mais de 1500 adultos, diagnosticados com a doença que desde há muito é estudada, mas que nunca foi inteiramente compreendida. A patologia começou por ser objeto de estudos por causa do famoso basebolista Lou Gehrig, estrela do New York Yankees, que, aos 36 anos, se retirou e morreu dois anos depois, em 1941, devido a essa doença neuromuscular.

Os 1500 adultos da Irlanda, Itália e Holanda, que formam o grupo estudado, foram observados em itens como o género, a idade, o nível educacional, ou o consumo de tabaco e de álcool, além dos níveis de atividade física.

"Os níveis de atividade física foram os que mais se destacaram como fator significativo capaz de influenciar o risco, de virem a desenvolver a doença". Os resultados demonstraram que a probabilidade de aparecimento de ELA era 7% maior nos indivíduos mais ativos.

Mais ativos correm mais risco — mas atenção!

Um aumento de 7% pode não parecer muito substancial, porém a equipa diz que o risco pode atingir os 26% se se tiver em conta alguém com uma atividade física acima da média, como um atleta de alta competição.

Apesar de ainda não se ter uma real noção das causas da ELA, mais de 10% dos casos são genéticos. E ainda não se sabe como a atividade física pode ou não contribuir para o acrescento dessa predisposição genética, que afeta cerca de duas em 100 mil pessoas.

“O exercício físico protege-nos de muitas outras patologias, que são bem mais comuns: Alzheimer, doenças coronárias, a diabete, o cancro, que todas juntas afetam milhões de pessoas no mundo inteiro””, alerta a neurocientista Tara Spires-Jones, da Universidade de Edimburgo.

Fontes: www.sciencedaily.com/Foto, em 1923, de Lou Gehrig, desportista famoso, que deu nome à patologia ELA. — https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=41470554. Arquivo:asemana.publ.cv/?Fisico-Stephen-Hawking-morre-aos-76-anos-deixa-nos-o-alerta-Robos-podem-destruir-humanidade, 14.março.2018

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