A Semana

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Extradição de Saab: Maduro em frustrada troca com 6 de Citgo e mais americanos 29 Outubro 2021

A reportagem da Associated Pres online hoje (6ªfª 29) revela o alcance do que fez o presidente venezuelano para libertar o seu enviado Alex Saab detido na ilha do Sal. Maduro ofereceu ao governo dos Estados Unidos a libertação dos executivos da petrolífera Citgo, além de outros, em troca da liberdade de Saab no seu terceiro mês de detenção.

Extradição de Saab: Maduro em frustrada troca com 6 de Citgo e mais americanos

Segundo a reportagem hoje publicada, a negociação — que oferecia a libertação dos seis executivos de Citgo e ainda de alguns Green Berets (infra) em troca de Alex Saab — arrancou em setembro de 2020 com o encontro, na capital do México, entre "um enviado do regime chavista" e "um enviado de Trump".

A fonte da reportagem é o político e ex-congressista republicano David Rivera, "que organizou o encontro" em coordenação com o empresário Raul Gorrín, acusado também nos Estados Unidos de corrupção.

O encontro foi um fiasco, segundo Rivera relatou à AP. Os negociadores dos Estados Unidos tinham instruções para negociar a troca apenas se incluísse um plano de queda do presidente Maduro, lê-se no online da principal agência noticiosa dos EUA.

Venezuela confirma o que EUA negam. Segundo a AP, o visado Richard Grenell — ao ser contactado pela reportagem — negou (sem surpresa) ter desempenhado o alegado papel de enviado americano à Cidade do México em 12 de setembro de 2020, nessa frustrada negociação feita em sigilo de Estado.

A reportagem refere ter obtido da parte venezuelana — "fontes próximas do governo" — provas da "troca de mensagens entre as partes", a confirmar que houve um processo de "negociação para a potencial troca de prisioneiros".


Esposa de Saab denuncia violação de direitos humanos e "pressão de Cabo Verde sobre filhas"

"O diplomata venezuelano Alex Saab foi raptado pela segunda vez" no dia 16, sem que "nem os familiares nem os seus advogados tenham sido informados".

Esta denúncia feita por Camila Fabri Saab(foto principal à direita), esposa de Alex Saab, ocorreu numa cerimónia pública em Caracas no domingo seguinte à extradição. A operação político-judicial foi realizada no último dia 16, sem publicidade, e o advogado cabo-verdiano Pinto Monteiro, mcp por "Cabra", denunciou-a como "rapto".

Camilla acusou os Estados Unidos de "rapto, tortura e violação dos direitos humanos do diplomata Saab". A esposa de Saab exortou ainda "o governo americano a que se responsabilize pela sua integridade na prisão onde se encontra".

Em mensagem lida por Camilla nesse "ato cívico" na capital venezuelana, Alex Saab reitera a sua inocência e afirma que "as autoridades oficiais de Cabo Verde estão a exercer pressão sobre as [s]uas filhas menores". A referência toca as duas filhas que tem com Camilla, de vinte e seis anos, a mesma idade de um dos cinco filhos de Saab; dois do primeiro casamento são adultos.

Alegadamente as autoridades cabo-verdianas negaram que a família de Alex Saab o visitasse na ilha do Sal, quando este ano passou a estar em prisão domiciliar.

"Não tenho motivo para colaborar com os Estados Unidos e não cometi nenhum crime. Temos de nos manter firmes para não sermos derrotados", exortou Saab na mensagem que Camila Fabri Saab leu.

Operación Gedeón/Operação Gideão. "Green Berets/Boinas Verdes" protagonizaram há dezassete meses a frustrada invasão marítima da Venezuela, a partir de Macuto e de Chuao (Venezuela: "Cidadão americano confessa golpe falhado", 08.mai.020). Oitenta e uma pessoas vieram a ser detidas pelo envolvimento na operação.

Fontes: AP/BBC/El País. Relacionado: Venezuela: "Cidadão americano confessa golpe falhado", 08.mai.020; Caso Alex Saab: Alegados testas de ferro em Itália - imprensa internacional, 24.jul.021. Fotos (AP/EFE...) - Camilla Fabri, em Caracas para onde regressou após fuga para Moscovo, denuncia violação dos direitos humanos de Saab e filhas, a tortura a Alex Saab na prisão americana; Fila superior: Saab e familiares que Estados Unidos suspeitam terem atuado como testas-de-ferro do regime venezuelano; Fila do meio: Detidos desde 2017, os seis executivos da petrolífera Citgo foram condenados em maio a penas entre oito e treze anos de prisão; 3ª fila inferior: Agentes de segurança venezuelanos em patrulha à costa de Macuto em La Guaira horas após a tentativa de invasão marítima "Gedeón2020". Os dois alegados "mercenários americanos" Aaron Barry e Luke Denman. Nicolás Maduro em conferência televisiva afirmou o envolvimento da Casa Branca no que chamou de nova "Baía dos Porcos". Trump negou.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project