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FAO disponibiliza cerca de 23 mil contos para combate à lagarta-do-cartucho do milho em Cabo Verde 30 Janeiro 2018

Cerca de 23 milhões de escudos é montante que a FAO vai disponibilizar ao arquipélago para a implementação do projecto de apoio à luta integrada contra a praga da lagarta-do-cartucho do milho em Cabo Verde.

FAO disponibiliza cerca de 23 mil contos para combate à lagarta-do-cartucho do milho em Cabo Verde

A assinatura do acordo para implementação do projecto, que, para além do apoio financeiro, prevê a assistência técnica, aconteceu hoje, na Cidade da Praia, entre o Governo de Cabo Verde e a FAO.

O objectivo principal do protocolo é controlar e lutar eficazmente contra a invasão da lagarto-do-cartucho do milho em Cabo Verde, especialmente na cultura do milho irrigado e sequeiro, que constitui a base da alimentação dos cabo-verdianos e desta forma também visando aumentar a resiliência da agricultura em Cabo Verde.

Segundo o representante da FAO em Cabo Verde, Rémi Nono Womdim, trata-se de um projecto importante que irá também ajudar várias famílias a relançarem as suas actividades agrícolas na sequência dos danos causados pela seca.

A lagarta-do-cartucho do milho foi identificado em Cabo Verde em Junho de 2017 e a experiência da América do Sul, através da qual se constatou de que é uma praga cuja erradicação é muito difícil, demonstra que a mesma está em Cabo Verde para durar.

Por isso salientou, Rémi Nono Womdim, o país deve preparar-se para conviver com a sua presença.

“O objectivo desse projecto é a implementação de um dispositivo eficaz e durável de luta integrada do cartucho do milho”, disse , adiantando que é possível controlar e atenuar os efeitos de praga, sendo certo que para o sucesso dessa luta é necessário o envolvimento dos agricultores, que são o grupo alvo do projecto e o principal parceiro na sua implementação.

Para o ministro da Agricultura e do Ambiente, Gilberto Silva, esse projecto, cuja duração é de aproximadamente 16 meses, é de “grande importância” para Cabo Verde, não apenas pela sua dimensão financeira, mas, sobretudo, pela assistência técnica.

“Estamos a falar de uma praga que traz muitos prejuízos à agricultura num país que está a viver uma seca severa e que põe em causa também a produção e o rendimento das famílias”, enfatizou.
Gilberto Silva adiantou esse projecto vai trazer resultados “concretos” a favor da agricultura cabo-verdiana e dos agricultores.

O mesmo prevê a instalação de um dispositivo de vigilância da praga, que, segundo adiantou , vai permitir às estruturas do Ministério da Agricultura um domínio do conhecimento e práticas para levar a cabo a luta integrada pela via da capacitação e da utilização de tecnologias disponíveis.

O projecto prevê, também, a sensibilização e capacitação dos agricultores, a produção de inimigos naturais, a melhoria as técnicas de utilização das biopesticidas e a criação de unidades de produção de biopesticidade à base de espécies arbóreas como a tendente.

“O objectivo principal é de tornar a agricultura cabo-verdiana mais resiliente e preparada para lidar com um agressor que já tomou conta das Américas, da África e que poderá pôr em causa a agricultura em Cabo Verde”, salientou o ministro que agradeceu a pronta resposta da FAO. fonte: Inforpress

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