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FAO e Ministério da Agricultura e Ambiente assinam projetos de gestão eficiente da água para agricultura em Cabo Verde 12 Fevereiro 2021

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) assinaram esta quinta-feura, 11, na cidade da Praia, dois projetos destinados à gestão da água para uma agricultura resiliente e sustentável, e ao apoio no domínio do desenvolvimento da utilização segura das águas residuais na agricultura e na silvicultura. O ato contou com a presença do Ministro da Agricultura e Ambiente e da representante da FAO em Cabo Verde.

FAO e Ministério da Agricultura e Ambiente assinam projetos de gestão eficiente da água para agricultura em Cabo Verde

Face aos desafios colocados pela escassez de água e à pandemia da Covid-19, o Governo de Cabo Verde preparou um plano de resposta, ao qual a FAO prontamente se disponibilizou em apoiar, e que inclui garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias que vivem em condições de pobreza e pobreza extrema. Tal passa por um denominador comum, que é a água. “Seja pela sua mobilização e distribuição para a agricultura e a pecuária, seja pelo abastecimento de água potável para a população, tendo sempre em conta a sua gestão eficiente”, diz a FAO em comunicado.

Neste contexto, esta Organização internacional e o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) prepararam dois projetos, sendo o primeiro destinado à “Gestão da Água para uma Agricultura Resiliente e Sustentável e em Resposta à Covid-19”. Com a duração de dois anos (Janeiro 2021 a Dezembro de 2022) e um montante de 455 mil dólares americanos, pretende abranger 80 famílias, num total de 344 pessoas, sendo 40% mulheres. Tudo com o objetivo de proteger de forma sustentável a segurança alimentar e nutricional das populações vulneráveis e sensíveis ao clima e reforçar de forma sustentável a subsistência das populações beneficiárias através da mobilização de recursos e de uma gestão eficiente.

O segundo projeto destina-se ao “Apoio no domínio do desenvolvimento da utilização segura das águas residuais na agricultura e na silvicultura”. Segundo a mesma fonte, este tem a duração prevista de um ano (Janeiro 2021 a Janeiro de 2022), e está orçamentado em 163 mil dólares americanos, almejando alcançar 40 famílias, num total de 160 pessoas, sendo 40% mulheres, com vista a aumentar e estabilizar o rendimento agrícola da população rural com a reutilização sistemática das águas residuais tratadas com segurança na agricultura e na agro-florestação, bem como melhorar os sistemas de irrigação utilizando águas residuais tratadas nos sítios do Tarrafal e de Mindelo nos setores agrícola e florestal para apoiar a subsistência rural.

“Neste último caso, trata-se da extensão de outro projeto implementado através da construção e estabelecimento de dois locais para o tratamento e utilização segura de águas residuais, sendo um no Tarrafal (Ilha de Santiago) e outro no Mindelo (Ilha de São Vicente). Assim, este novo projeto visa operacionalizar o trabalho desenvolvido anteriormente. O financiamento dos dois projetos é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que também será responsável pela sua execução e gestão”, lê-se no documento.

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