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Polémica: Federação de Futebol indignada com a paralisação dos campeonatos 04 Maio 2021

A polémica está instalada com a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) a anunciar que está indignada com a suspensão dos campeonatos regionais da modalidade. Tudo por considerar que o futebol não deve ser responsabilizado pela situação a que se chegou a pandemia de novo coronavírus em Cabo Verde.

Polémica: Federação de Futebol  indignada com a paralisação dos campeonatos

Em entrevista à RCV, o presidente federativo, Mário Semedo, considerou mesmo tratar-se de “um duro golpe para o futebol”, afiançando que mesmo antes as comissões locais da Boa Vista e do Sal tomaram uma decisão em relação ao futebol, o que “pode indiciar uma mensagem falsa de que o futebol tenha sido o causador de surgimento de novos casos”.

“Nós respeitamos. Todos nós primamos pela saúde pública, somos responsáveis. A situação, de facto, está um pouco séria, mas o problema é que é o futebol que paga”, retorquiu.

Numa altura em que os campeonatos regionais de futebol já caminhavam para a sua recta final, Mário Semedo disse que a FCF se sente “indignada” com tais procedimentos, argumentando que mesmo nas ilhas onde as provas de futebol foram interrompidas os casos têm aumentado.

Segundo escreve a Inforpress, Semedo disse não acreditar em como o Campeonato Nacional poderá correr o risco da sua materialização, considerando mesmo que “seria desastroso”, realçando que a prática do futebol tem cumprido com as medidas de restrições e que em regra não tem havido presença de público nos estádios.

“Houve milhares de contos envolvidos, investidos nesta retoma, pelos clubes, associações e federações. Penso que seria desastroso e nem quero acreditar que, de facto, isto venha a acontecer”, explicitou Semedo, que disse lamentar o facto da FCF não ter sido ouvida antes da decisão de suspender as atividades desportivas.

O Governo determinou, na sexta-feira passada, o encerramento de todas as instalações desportivas, proibindo também a prática da atividade, além de limitar o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de zonas balneares, por um período de 30 dias, na sequência do estado de calamidade decretado em todas as ilhas, excepto a Brava, refere a Inforpress que cita as informações oficiais.

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