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Manifestação nacional de protesto no dia 13 de Janeiro: SINDEP apela adesão de professores para luta a favor de reajuste salarial e contra perseguição e abuso do poder 18 Dezembro 2019

O Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) apela aos professores para aderirem à manifestação de 13 de Janeiro já convocada por 12 sindicatos da família da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical. Uma jornada laboral que, segundo o líder Nicolau Furtado(ver foto no interior da peça), vai exigir o reajuste salarial, a resolução dos pendentes no âmbito da carreira docente e travar « a onda de perseguição, intimidação e abuso do poder que o Governo está a praticar, através de dirigentes do Ministério da Educação» em todas as ilhas de Cabo Verde.

Manifestação nacional de protesto no dia 13 de Janeiro: SINDEP apela adesão de professores para luta a favor de reajuste salarial e contra perseguição e abuso do poder

Em comunicado remetido ao ASemanaonline, o Sindicato Nacional dos Professores faz questão de informar e esclarecer o público e os professores em particular, com destaque para os seus associados, os motivos que levam este sindicato a participar na anunciada manifestação nacional de protesto, junto com outros 11 sindicatos da família da UNTC-CS, convocada para o dia 13 de Janeiro de 2020. «Foi marcada a manifestação neste dia (13/02) por ser o dia da liberdade e da democracia, que não rima com a onda de perseguição, intimidação e abuso do poder que o Governo está a praticar, através dos dirigentes do Ministério da Educação», fundamenta.

Lutando «por uma classe docente forte, unida e dignificada», o líder do Sindep explica que os motivos que levam o seu sindicato a participar na anunciada manifestação nacional de trabalhadores de todos os sectores de atividades no país têm a ver sobretudo com a perda do poder de compra dos mesmos - de 2011 a esta parte - e o valor da dívida de todas as pendências que não constam do Orçamento do Estado aprovado para 2020.

Detendo-se sobre as reivindicares referidas, cita os casos de reajuste salarial, os subsídios por não redução da carga horária, em percentagens, devidos aos reformados de 2010 a 2015. Isto sem contar com os subsídios por não redução de carga horária em numerário para os professores que lecionam na mono-docência, que estão perdendo 10.000$00, 15.000$00, 20.000$00 e 25.000$00, mensalmente desde 2016 à presente data, as reclassificações de 2018 a 2020, a evolução na carreira dos professores assistentes níveis I,II e III de três em três anos e também a partir da licenciatura. Acrescenta ainda o congelamento na entrada no quadro definitivo de todos os professores e particularmente os selecionados atualmente, a repetição desnecessária do concurso, em todos os anos, dos professores que ficaram aprovados em termos de conhecimento e avaliação curricular, como a fixação da portaria conjunta dos Ministérios da Educação e das Finanças para pagamento de horas extras dos professores que leccionam na pluridocência e sobrecarga aos professores com várias disciplinas e níveis de ensino.

«Face a essas reivindicações, é a obrigação do SINDEP alertar e aconselhar a todos os professores para a união e coesão em torno do mesmo sindicato e adotarem várias novas formas de luta para fazerem valer os seus direitos que são justos e legítimos», sublinha o presidente Nicolau Furtado, alertando que cabem aos professores a tomarem as medidas que se impõem. Ilustração: Foto Líder Sindep (interior) e da manifestação geral de trabalhadores convocada pela UNTC-CS no dia 20 de Janeiro de 2014 (principal).

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