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"Falência fraudulenta" do Banco Equador: Portuguesa detida ilegalmente em São Tomé — Administrador Rui Mendonça fugiu 18 Mar�o 2018

A cidadã portuguesa Isabel Gonçalves, detida na cidade de São Tomé há dez meses, acusada no processo de "falência fraudulenta" do Banco Equador em 2016, recorreu da sentença e devia ter sido libertada no dia 6 deste mês, fim do prazo da prisão preventiva. Dez dias depois, a família e advogado mobilizam-se para pedir a libertação dela. "Uma inocente está presa, enquanto o dono do banco, Rui Mendonça, vive tranquilo em Cascais, vizinho do Presidente (Marcelo) e dá-se com importantes figuras do governo", diz o marido dela à reportagem da televisão pública portuguesa transmitida sexta-feira, 16.

A "simples funcionária duma imobiliária", ligada ao Banco Equador, "da importante família Mendonça, luso-angolanos", foi constituída arguida na sequência da "falência fraudulenta" do banco privado em 2016, poucos meses após ter sido intervencionado pelo Banco Central.

Mas o administrador Rui Mendonça — que viajou para Portugal assim que as investigações começaram ... e nunca mais regressou —, esse, está a viver em Cascais entre as elites, segundo acusa a família da mulher "inocente" detida na Cadeia de São Tomé.

"As autoridades de São Tomé detiveram e julgaram Isabel, que nem sequer trabalhava no banco mas foi considerada o braço direito de Rui Mendonça", segundo a reportagem na RTP transmitida nesta sexta-feira, 16.

Banco Equador: "falência fraudulenta" após intervenção do Banco Central

Em janeiro de 2015, o Banco Central de STP intervém para salvar o Banco Equador, de capital privado maioritariamente angolano. A instituição bancária de capital privado maioritariamente angolano estava em apuros e o Conselho de Administração do BC determinou uma intervenção com «a duração de 90 dias» para «repor as boas práticas de gestão bancária exigidas pelo Banco Central, e o normal funcionamento do Banco Equador», segundo o comunicado datado de 27.1.2015.

Em 2016 o Banco do Equador todavia fechou, como que a cumprir o mesmo destino do falido Banco Verde, de capital privado são-tomense, que viera substituir.

Mas a alegada falência foi investigada e a justiça santomense concluiu que se tratava afinal de "falência fraudulenta".

"O petróleo não jorrou...os bancos estão a tremer um após outro"

A governadora do Banco Central em 2016, Maria do Carmo Silveira (atual SG da CPLP), explicou as causas das falências sucessivas de bancos privados:

"O petróleo não jorrou no país, e os bancos estão a tremer um atrás do outro. Esse boom não aconteceu e hoje com a queda do preço do petróleo no mercado internacional esse processo parece estar cada vez mais distante. Por outro lado, o nível das atividades económicas do país, não é suficiente para manter o número de bancos que temos no mercado".

Fontes: RTP/Téla Nón.stp. Foto: O Banco Central de São Tomé tem intervindo nos sucessivos casos de falência de bancos privados. Este ano, o Banco Central declarou mais uma falência, a do ’Banco Privado de São Tomé e Príncipe’, de capital maioritário camaronês — a segunda falência de investidores camaroneses em menos de cinco anos —, após o Banco Equador, o único caso de "falência fraudulenta".

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