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Falta de água afecta 3,6 bilhões de pessoas no planeta pelo menos um mês por ano 20 Mar�o 2018

De acordo com um estudo a ser apresentado do Forúm Mundial sobre áGua a decorrer no Brasil, a poluição da água piorou em quase todos os rios da África, da Ásia e da América Latina. Este factor, para além das mudanças climáticas ocorridas ao longo dos tempos, contribui para a redução da quantidade do mais precioso líquido, afectando cerca de 3,6 bilhões de pessoas no Planeta azul, pelo menos, um mês por ano.

Falta de água afecta 3,6 bilhões de pessoas no planeta pelo menos um mês por ano

Direitos humanos

O estudo revela ainda que consumo global do recurso sobe 1% a cada ano, tendo alertado para um crescimento significativo da procura global nos próximos 20 anos. “Este documento é formalmente apresentado no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, no dia 22 deste mês, co-organizado pelo Conselho Mundial da Água e o Governo Brasileiro. “O evento reúne mais de 10 Chefes de Estado, cerca de 100 Ministros, Deputados e Autarcas, milhares de especialistas em água e desenvolvimento sustentável e cidadãos de todo o mundo para comemorar o Dia Mundial da Água”, anuncia a organização.

Um novo relatório das Nações Unidas destaca que a demanda global por água aumenta cerca de 1% ao ano. Entre os motivos estão o crescimento populacional, o desenvolvimento económico e a mudança nos padrões de consumo.

Fornecimento

O estudo coordenado pela Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, (UNESCO), defende soluções baseadas na natureza, SbN, para melhorar o fornecimento e a qualidade da água e reduzir o impacto dos desastres naturais.

“Cerca de 3,6 bilhões de pessoas vivem actualmente em áreas onde potencialmente falta água durante pelo menos um mês por ano. O número equivale a quase metade da população global. A previsão é que esse número possa aumentar para entre 4,8 bilhões a 5,7 bilhões de pessoas em 2050”, aponta o estudo.

Poluição

De acordo com o estudo, a poluição da água piorou em quase todos os rios da África, da Ásia e da América Latina desde a década de 1990. Cita ainda que o Brasil é um dos melhores exemplos da aplicação das soluções baseadas na natureza para melhorar o desempenho da infra-estrutura de águas residuais.

Risco

A mesma fonte revela que com as mudanças climáticas, aumenta o ciclo global da água e as regiões mais húmidas geralmente se tornam mais cada vez mais húmidas e as mais secas tornando-se ainda mais secas.

Entre as consequências de deterioração da qualidade da água na próxima década, estão o aumento do risco para a saúde humana, para o meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável.

Desafios

O maior desafio quanto à piora da qualidade da água é o aumento de nutrientes, que, dependendo da região, é frequentemente associado ao carregamento de patógenos. “Centenas de produtos químicos também estão afectando a qualidade da água”.

No Brasil, a prática ajudou a aumentar a expectativa de vida económica na Hidroeléctrica de Itaipu, uma das maiores do mundo, em, quase seis vezes. A subida foi de 60 anos quando a central foi construída para 350 anos agora.

Aumento do uso de produtos químicos

“Com a melhor gestão da paisagem e das práticas agrícolas na bacia hidrográfica, as populações reduzem sedimentação no reservatório e melhoram a produtividade e os rendimentos agrícolas”.

De acordo com o documento, a agricultura intensiva aumentou o uso de produtos químicos em todo o mundo para aproximadamente dois milhões de toneladas por ano. Os herbicidas representam 47,5%, os inseticidas 29,5%, os fungicidas 17,5% e os restantes 5,5%.

De ressaltar que este Relatório Mundial de Desenvolvimento das Águas foi coordenado pelo Programa Mundial de Avaliação das Águas da ONU da Unesco, com a colaboração de 31 entidades das Nações Unidas e 39 parceiros internacionais da ONU-Água.

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