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Falta de água e pastos em São Nicolau: Autoridades reúnem-se com comunidade de Praia Branca que diz estar abandonada à sua sorte 08 Fevereiro 2020

Um missão constituída por uma equipa técnica do Ministério da Agricultura e Ambiente e um eleito da Câmara do Tarrafal reuniram-se, na tarda desta sexta-feira, com a comunidade de Praia Branca, que denuncia ter sido abandonada à sua sorte pelas autoridades locais. Em causa estão sobretudo a seca com o seu impacto negativo na vida dos residentes por escassez de água e ruptura permanente de pastos de má qualidade, que chegam à ilha de São Nicolau.

Falta de água e pastos em São Nicolau: Autoridades reúnem-se com comunidade de Praia Branca que diz estar abandonada à sua sorte

Segundo um dos presentes ouvido por este jornal, a reunião, que foi realizada a pedido dos residentes, iniciou num ambiente de quase crispação, mas terminou com um entendimento entre as partes. Foi presidida pelo Delegado do MAA na ilha e visou sobretudo encontrar um melhor mecanismo de contato entre agricultores e criadores de gado de Praia Branca e as autoridades fitossanitárias e municipais- residentes denunciam ter enfrentado dificuldades para fazerem chegar os seus problemas a quem de direito.

Neste particular, propõem reunião mais regular, de preferência mensal, para que possam levantar os seus problemas e necessidades, resultantes sobretudo da pobreza e de desemprego, agravados com a seca que assola o país e tem provocado escassez de água para rega e consumo humano e animal. Por isso, sugeriu-se pela necessidade de se dar prioridade à extração de água de furos, com bombagem através da energia solar.

Conforme a fonte do ASemanaonline, a comunidade de Praia Branca questionou ainda que, desde Dezembro do ano findo a esta data, tem vindo a sofrer rupturas periódicas de pastos para animais, que, além de serem em quantidade insuficiente (300 gramas por cada cabeça de gado), têm sido de má qualidade. Avançou-se com a proposta no sentido de se aumentar a importação das rações para ilha – deve-se antes fazer um levantamento das necessidades por zona -, ao mesmo tempo que se pediu para ser introduzido um rótulo sobre a qualidade das rações, o que vai facilitar com tais informações a sua seleção e escolha por parte dos criadores de gado.

O encontro desta sexta-feira serviu ainda para analisar duas pragas: a de cães vadios que continuam a dizimar animais na Praia Branca, bem como a das acácias que estão a servir de esconderijo para cães vadios e a danificar as casas com as suas raízes que invadem quartos de banho e reservatórios de água. Por isso, propõe-se um estudo para o ordenamento das acácias, que têm no entanto vantagens, com destaque para a ação contra o vento e a produção de pastos para animas.

A comunidade de Praia Branca questionou também as coimas que se vêm aplicando na zona, já que donos de animais preferem invadir propriedades alheias, visto que o valor que pagam das coimas é insignificante. Os presentes pediram também mais apoio do Ministério da Agricultura e Ambiente e da Câmara Municipal do Tarrafal na vedação das propriedades e na construção de currais.

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